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Adega de Monção candidata projeto de reestruturação da vinha orçado em 750 mil euros

Rádio Alto Minho

09 Fevereiro 2017, 13:47

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A adega cooperativa de Monção candidatou aos fundos comunitários do programa VITIS um projeto de reestruturação de 52 hectares de vinha, estimado em 750 mil euros, “para melhorar a qualidade dos vinhos produzidos na região”, em especial o Alvarinho.

Em comunicado, a instituição, que representa mais de 1.700 produtores de Monção e Melgaço, adiantou que o projeto candidatado ao Regime de Apoio à Reestruturação de Vinhas (VITIS) para a campanha 2017/2018, “prevê o arranque de vinhas de diferentes castas, com o Alvarinho a representar 35,17 hectares, a Trajadura 1,96 hectares e as Castas Tintas 5,48 hectares”.

Quanto à área de vinha a plantar, “a candidatura apresentada aponta para 42,76 hectares de Alvarinho e 5,11 hectares de Trajadura”.

No total, a candidatura abrange “106 associados da instituição, que representam uma área total de cultivo superior a 52 hectares”, indica.

Segundo números daquela adega, fundada em 1958, “são produzidas, por ano, em 1.237 hectares, cerca de oito milhões de quilos de uvas, das quais 60% pertencem à casta Alvarinho”.

A adega cooperativa de Monção exporta para a Europa, África, América do Norte e do Sul.

Para o presidente da adega de Monção, Armando Fontainhas, citado naquela nota, “este programa de reestruturação das vinhas é essencial para o contínuo esforço que tem sido desenvolvido no sentido de apurar cada vez mais a qualidade dos vinhos produzidos na região”.

“Trata-se de um néctar com características únicas e que, como tal, obriga a uma atenção redobrada no que diz respeito às matérias-primas utilizadas”, realçou.

Em novembro passado, na festa do Espumante, em Melgaço, o secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Medeiros Vieira, disse que “o programa VITIS vai continuar até 2020, com um orçamento aprovado de 53 milhões de euros por ano”.

“Foi feita uma negociação entre o Governo português e a Comissão Europeia que permitiu prolongar o programa VITIS até 2020, já com orçamento aprovado e a possibilidade irmos até 2023”, afirmou na altura o governante, questionado pela agência Lusa.

Luís Medeiros Vieira revelou então que “no início de dezembro” iriam abrir os avisos para a apresentação de candidaturas àquele programa que abrange ainda a modernização das adegas e a promoção dos vinhos portugueses nos mercados internacionais.

O governante sublinhou que este programa, lançado em 2000, “é a estrela da agricultura e da viticultura portuguesa”.

“Em 16 anos o VITIS permitiu reestruturar 35% do património vitícola nacional, através de um investimento de 730 milhões de euros”, disse.

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