AECT Rio Minho cria plataforma para contabilizar reclamações sobre o encerramento das fronteiras
03 Março 2021, 16:33
O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho, de forma a contabilizar e a registar as reclamações dos trabalhadores e empresas em torno do encerramento de alguns pontos de passagem, instituiu uma plataforma para concretizar esse mesmo intento. O mecanismo será responsável pelo registo de queixas, sendo que o instrumento também servirá para o procedimento da “compilação de um dossier que sirva de base reivindicativa junto dos Governos de Espanha e de Portugal”.
Com o conhecimento anterior obtido no que toca a reclamações de fronteiras encerradas, a iniciativa promovida e dinamizada pelo AECT Rio Minho pretende descobrir os impactos das medidas, destacando os cidadãos e os negócios prejudicados, sendo que o funcionamento da plataforma será composto pelo uso de um formulário online em que os participantes devem colocar alguns aspetos da sua identificação e o valor dos seus prejuízos como o “tempo despendido a mais no trajeto entre a residência e o local de trabalho, o aumento do custo das deslocações”, entre outros aspetos indicadores. Numa altura posterior, a organização compromete-se a fazer chegar as reivindicações às entidades competentes.
Na passada sexta-feira, com a apresentação de um estudo elaborado pela Universidade de Vigo, foi determinado que se registaram, no primeiro confinamento, perdas a rondar os 92 milhões de euros, valor esse que se relaciona com os setores da hotelaria e do turismo, nomeadamente com o “encerramento da fronteira entre Pontevedra e o Alto Minho”.




















