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AEVC diz que fecho da CGD de Darque “revela profundo desconhecimento da região”

de Andrea Cruz (RAM)

atualizada às 14:19,Qui, Junho, 2018

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A Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC) liderada para Luís Ceia está  “indignada” e “preocupada” com o encerramento da agência de Darque da Caixa Geral dos Depósitos(CDP), considerando tratar-se de um “erro estratégico” que “revela profundo desconhecimento da região”.

Em comunicado, a AEVC, que representa cerca de 2.000 empresas, 180 das quais situadas nas nove freguesias da margem esquerda do rio Lima afetadas pelo encerramento daquele balcão, acrescentou que a  “evidência deste equívoco traduz-se no anacronismo de encerrar uma agência que está inserida numa das zonas mais desfavorecidas, infoexcluídas e envelhecidas da cidade de Viana do Castelo”, sustentou a instituição liderada por Luís Ceia.

Para a AEVC, o “grave reflexo desta gestão incoerente está no completo alienamento relativamente às alternativas que a CGD vai deixar à população residente naquela área de intervenção, oferecendo-lhes como solução a gestão ‘online’ das suas contas ou a utilização da agência CGD mais próxima, situada na Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, que para além de ficar a cinco quilómetros de distância, possui evidentes dificuldades de estacionamento”.

“Como será de fácil compreensão, esta migração de clientes vai agravar os já elevados tempos de espera da agência CGD da Avenida dos Combatentes”, reforçou a associação, sublinhando que “a incoerência desta medida é ainda mais incompreensível quando, num raio de dez quilómetros a agência em causa serve nove freguesias e uma população de cerca de 30.000 habitantes”.

Para a AEVC, que “representa um conjunto de associados que usufruem dos serviços prestados por aquela agência da CGD, esta decisão é tomada ao arrepio de qualquer noção de interesse e serviço público, fragilizando uma das regiões empresariais mais dinâmicas e resilientes que tem o privilégio de representar”.

A AEVC garantiu ainda que “vai manter este ponto na sua agenda pública até que novos desenvolvimentos levem ao retrocesso na decisão agora anunciada”.

Foto: Ricardo Sousa/DR- RAM

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