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Agressões a militares da GNR de Ponte de Lima levam associação a lamentar “ligeireza” de tratamento destes casos

Andrea Cruz

07 Agosto 2018, 17:06

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A delegação Norte da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) denunciou hoje a “impunidade” das agressões a profissionais daquela força policial após um novo caso, na segunda-feira, em Ponte de Lima, cujo agressores, “saíram em liberdade, após a detenção”.

O coordenador norte da APG/GNR, Paulo Pinto explicou que “as agressões ocorreram, na segunda-feira, cerca das 15:30, tendo os agressores, dois irmãos, sido notificados para comparecer, hoje em tribunal”.

“Os dois indivíduos compareceram hoje em tribunal, nem sequer foram presentes a um juiz e o processo baixou a inquérito. Saíram em liberdade. Só condenamos a ligeireza com que se tratam estas situações”, frisou Paulo Pinto.

Numa nota hoje enviada à imprensa, aquela associação diz que os agressores são “membros de um agregado familiar da aldeia de Feitosa, concelho de Ponte de Lima, conhecido por confrontos recorrentes com as autoridades”.

“Agrediram os profissionais da GNR do posto daquela área, tendo ocorrido, inclusive, uma tentativa de atropelamento. Este episódio não representa qualquer tipo de novidade, infelizmente”, refere a nota.

No documento, a APG/GNR acrescenta que “tem vindo, de forma sistemática, a denunciar a impunidade que resulta das agressões a profissionais da GNR na medida em que, invariavelmente e em regra, quem decide opta por não aplicar as sanções mais gravosas previstas no Código Penal, ficando-se pelos mínimos, atribuindo pouca importância ao facto de a vítima do crime ser um agente da segurança pública, o primeiro rosto da autoridade do Estado junto dos cidadãos”.

“Apenas quando ocorrem tragédias e se perdem vidas a sociedade civil e o tribunal avaliam e refletem a gravidade do sucedido, até porque são esses os casos que têm merecido projeção mediática. Quando um golpe de sorte impede que se percam vidas, como foi o caso, já que existiu uma tentativa de atropelamento que poderia ter sido fatal, os acontecimentos ficam no esquecimento de todos, menos dos profissionais que passam por estas situações e que sentem na pele, diariamente, que o juramento de arriscar a própria vida pode um dia materializar-se da pior forma”, sustenta a APG/GNR.

Acrescenta que “os profissionais que passam por estes episódios ficam entregues a si próprios, inclusive a custear consultas e tratamentos complementares que decorram destas situações, enquanto um moroso e burocrático processo decide se o sucedido ocorreu em serviço”.

“É neste contexto que os profissionais se sentem profundamente desmotivados e injustiçados, na medida em que não entendem que no seu papel de garantes da paz pública não estejam devidamente protegidos durante o exercício das suas funções”, frisa ainda a nota enviada pela APG/GNR.

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