Alfredo Gonçalves vai levar pela primeira vez a Senhora d’Agonia ao mar no “Deus Quer”
14 Agosto 2017, 17:28
Alfredo Gonçalves, tem 59 anos e é pescador “desde miúdo”. Este ano, pela primeira vez, e com “muito orgulho” vai transportar a imagem de Nossa Senhora da Agonia na procissão ao mar e ao rio das festas de da Agonia, a bordo do barco “Deus Quer”.
“É um orgulho muito grande, uma paixão e uma alegria. Vou engalanar o barco como nunca foi visto em Viana do Castelo. Não vou revelar nada do que estamos a preparar porque quero que seja uma surpresa”, disse , o pescador, “que, em pequeno, fugia da escola para ir à pesca”.
Natural de Esposende, Alfredo veio viver para a capital do Alto Minho com apenas três meses de vida.
“É como o lema da cidade: Quem gosta vem, quem ama fica”, brincou o pescador que “começou a fainda no rio e que hoje tem cinco barcos.
A embarcação de pesca local “Deus Quer” tem nove metros de comprimento, por 3,40 de largura e opera, habitualmente, com cinco pescadores.
“É tudo o que vem à rede, desde carapau, robalo, navalheira”, especificou.
Além de Nossa Senhora da Agonia, são ainda transportados na procissão ao mar e ao rio, um dos números mais emblemáticos das Romaria d’Agonia, as imagens de Senhora de Monserrate, de São Pedro e da Senhora dos Mares.
Trata-se de um dos números mais recentes das festas da cidade, já que se realiza, sempre a 20 de agosto, apenas desde 1968. Já o culto em Viana do Castelo à padroeira dos pescadores tem a sua primeira referência escrita em 1744.
Nas margens, milhares de pessoas concentram-se para ver e saudar a procissão ao mar e ao rio, envolvendo mais de uma centena de embarcações de pesca e de recreio.
No regresso a terra, os pescadores transportam os andores de novo à igreja de Nossa Senhora da Agonia, agora pelas ruas da ribeira onde na noite anterior foram confecionados os típicos tapetes de sal.





















