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Alto Minho com 22 equipas em permanência no combate aos fogos de 2019

Rádio Alto Minho

18 Maio 2019, 11:16

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O distrito de Viana do Castelo vai ter, entre julho e setembro, 22 equipas de bombeiros, compostas por 89 operacionais, em permanência, para fazer face ao período crítico dos incêndios florestais. O Plano Operacional Distrital no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais/2019 foi apresentado em Arcos de Valdevez.

O primeiro Comandante Operacional Distrital (CODIS) de Viana do Castelo, Marco Domingues, diz ser o dispositivo “possível”, admitindo que o distrito “tem o maior número de ocorrências por corporação”.

“Se é o dispositivo suficiente, dependerá do número e da simultaneidade das ocorrências. Somos o distrito do país com um dos dispositivos mais reduzidos, senão o mais reduzido e aquele que tem maior número de ocorrências por corporação de bombeiros. É o dispositivo com que contamos, em que confiamos e com o qual vamos trabalhar”, afirmou.

No total, o distrito de Viana do Castelo tem cerca de 635 bombeiros voluntários.

Marco Domingues, que falava aos jornalistas no final de uma reunião da Comissão Distrital referiu que, este ano, a região “contará em permanência, no ‘nível IV’, entre julho e setembro, com 22 equipas bombeiros, compostas por 89 operacionais nas corporações do Alto Minho”.

“Nestas equipas já incluímos as cinco que virão do distrito de Lisboa, mais duas equipas de combate a incêndios nascentes. Há ainda 12 Equipas de Intervenção Permanente (EIP) nas corporações de bombeiros do distrito”, referiu Marco Domingues aos jornalistas, no final da reunião de apresentação do Plano Operacional Distrital no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais/2019.

O responsável pelo Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Viana do Castelo adiantou que no ‘nível IV’, no “total das valências (vigilância, fiscalização e combate) a região terá um total 98 equipas, compostas por 474 operacionais e 102 veículos”.

Àquele dispositivo juntam-se ainda “26 equipas de sapadores florestais, dez equipas do Corpo Nacional de Agentes Florestais do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e três equipas AFOCELCA -Agrupamento Complementar de Empresas”.

Este ano, “o dispositivo contará também com a Unidade Local de Covas, em Vila Nova de Cerveira, composta por 18 operacionais e três veículos e que funcionará, em caso de necessidade, em articulação com o CDOS na vigilância, combate e rescaldo de incêndios”.

Uma equipa do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR e a Brigada de Proteção Ambiental da PSP, também integram o dispositivo distrital “dotado de um meio aéreo permanente, estacionado no Centro de Meios Aéreos de Arcos de Valdevez, e que será reforçado com um segundo meio aéreo médio com capacidade de transporte de 12 operacionais”.

Está ainda previsto “o apoio das Juntas de Freguesias, dotadas de ‘kits’ de intervenção primária de combate a fogos florestais e das equipas logísticas de apoio ao combate”.

Já o presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil de Viana do Castelo, Miguel Alves, critica a “ausência” do ICFN na apresentação do plano de combate a fogos e adiantou ter sido decidido pedir esclarecimentos àquele organismo.

“No conjunto de 100 pessoas que estiveram hoje aqui, a debater o presente e o futuro do combate aos incêndios no distrito de Viana do Castelo, o ICNF não esteve presente para nos ajudar a resolver problemas, sobretudo, num contexto do Parque Nacional na Peneda Gerês (PNPG) e das matas nacionais que temos no distrito”, afirmou o também presidente da Câmara de Caminha.

O socialista, que é ainda presidente do Conselho Regional do Norte falava aos jornalistas no final da reunião que decorreu, à porta fechada, em Arcos de Valdevez, para a apresentação do Plano Operacional Distrital no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais/2019.

“É com mágoa que digo que, nesta reunião em que tínhamos instituições de todo o distrito, não tínhamos o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). É uma pena. Gostávamos de colocar várias questões ao ICNF. Temos o Parque Nacional na Peneda Gerês (PNPG), que está sempre sob risco, temos matas nacionais, zonas de cogestão. É uma pena que, ultimamente, não tenhamos a oportunidade de debater estas questões com o ICNF, disse.

O presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil de Viana do Castelo adiantou ter sido decidido “escrever uma carta aos dirigentes do ICNF para encontrar uma solução para resolver essa lacuna”.

 

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