Ancorensis: PSD de Caminha critica “decisão histórica” que deixa “sem escola” mais de 400 alunos
31 Agosto 2016, 9:44
O PSD de Caminha lamenta “profundamente” o anúncio do encerramento da cooperativa de ensino Ancorensis e o “caos instalado para mais de 400 alunos que ficaram sem escola” no início do novo ano letivo.
Em comunicado, a comissão política concelhia do PSD adiantou que as “repercussões sociais e económicas negativas serão inevitáveis” da decisão tomada, na segunda-feira, em assembleia-geral da cooperativa.
Em comunicado a cooperativa Ancorensis, com sede em Caminha, anunciou “a cessação imediata da função de ensino e o despedimento coletivo de todos os 67 funcionários, 40 professores e 27 trabalhadores não docentes”, por não ter direito a abrir novas turmas com contrato de associação.
A Cooperativa iniciou a sua atividade em 01 de setembro de 1988 e tem, presentemente, um universo escolar de 247 alunos.
Para a estrutura local do PSD o impacto daquela decisão “será lamentável e inevitável, em termos sociais e económicos”, por considerar que ” a instituição dava vida à freguesia mais populosa do concelho de Caminha”.
“É também de realçar a gravidade do facto de mais de 400 alunos, que enchiam as ruas e as escolas de Vila Praia de Âncora, serem agora deslocados para fora da freguesia e até do concelho”, sustentou o PSD.
Para a concelhia social-democrata “as repercussões económicas e sociais” do fecho da cooperativa e do despedimento coletivos dos trabalhadores “são demasiado graves para que se usem mais argumentos falaciosos para branquear o que está a acontecer”.
“A guerra na educação transformou-se em obsessões políticas de ideologias que não contemplam as idiossincrasias locais tendo terminado na derrota para todos os ancorenses que agora têm de fazer um esforço enorme para enviar os seus filhos para outras escolas, quando tinham uma de qualidade e excelência a cinco minutos de casa”, sustentou aquela força partidária.
O PSD acrescentou que, “nos últimos meses alertou para a possibilidade deste facto acontecer” tendo convocado até “uma Assembleia Municipal extraordinária para que a população fosse ouvida acerca do tema”.
“O PSD lamenta que o doutor Miguel Alves [presidente socialista da Câmara de Caminha] passe o tempo a falar em democracia participativa, mas quando realmente interessa às pessoas, não as chama nem as quer ouvir, tomando decisões unilaterais e ideologicamente partidárias”, defendeu.
As críticas do PSD local estendem-se ao ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues por ter tomado “todas as decisões sem ouvir a população de Vila Praia de Âncora, a Junta de Freguesia nem as Associações de Pais”.





















