António Costa diz que os próximos 15 dias são decisivos para preparar a nova fase de combate à covid-19
16 Abril 2020, 17:50
O primeiro-ministro afirmou hoje no parlamento que os próximos 15 dias são "decisivos" para que Portugal entre numa nova fase, que poderá durar um ano e meio, reanimando gradualmente a economia, mas sem deixar reativar a pandemia de covid-19. António Costa disse que se os últimos 30 dias foram cruciais para cumprir o objetivo de contenção da propagação do novo coronavírus sem matar a economia, os próximos 15 dias "são decisivos" para preparar o novo período de levantamento gradual das restrições à circulação e à atividade económica.
“Temos de começar a reanimar a economia, mas sem deixarmos descontrolar a pandemia”, declarou o líder do executivo, frisando, no entanto, que o país poderá ter de conviver com o novo coronavírus por um período ainda longo de um ano ou um ano e meio.
O primeiro-ministro falava na Assembleia da República momentos antes de os deputados votarem o pedido do Presidente da República de autorização de prorrogação do estado de emergência em Portugal, por um novo período de 15 dias, até 02 de maio.
No seu discurso, que antecedeu a aprovação da prorrogação do estado de emergência, o primeiro-ministro defendeu que “é importante começar-se agora a olhar para o futuro”.
“Com grande probabilidade, em menos de um ano ou ano e meio, não teremos disponível uma vacina no mercado. Significa isto que vamos ter de viver ano, ou ano e meio, com a ameaça permanente deste vírus e, portanto, de um risco de pandemia. Mas sabemos também que não podemos viver mais um ano, ou ano e meio, em estado de emergência permanente, ou em estado de contenção continuada”, observou.
Por essa razão, nas próximas duas semanas, Portugal tem de começar a preparar o seu próximo ano ou ano e meio.
“Temos de aprender a conviver de modo seguro com o vírus. Por isso, os próximos 15 dias são fundamentais para que maio possa ser o mês que, de forma gradual, progressivo e seguro, se recomece não a normalidade da vida, que essa só se poderá ter quando houver vacina, mas retomar-se a capacidade de poder viver em condições de maior normalidade com a garantia de que a pandemia se mantém controlada”, acrescentou.




















