Arcos de Valdevez :Oposição pede audiência a Marcelo após alegada agressão em Assembleia Municipal
04 Julho 2017, 19:56
Os representantes do PS, CDS-PP e CDU na assembleia municipal de Arcos de Valdevez anunciaram hoje que vão pedir uma audiência ao presidente da República na sequência das alegadas “agressões, insultos e ameaças” de um vereador da Câmara(PSD) a um autarca do PS, durante uma reunião daquele órgão autárquico.
“Iremos requerer ao presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa como garante máximo da constituição, uma audiência para que possa garantir o regular funcionamento do órgão que é a Assembleia Municipal, sem prejuízo de recurso a instituições competentes, nomeadamente, o Tribunal Constitucional, a Comissão Nacional de Eleições e a Associação Nacional de Municípios Portugueses”, anunciaram hoje, em conferência de imprensa aquelas forças partidárias.
O caso, que ocorreu na última sexta-feira, durante uma reunião ordinária da Assembleia Municipal daquele concelho do Alto Minho, envolve um vereador da Câmara de Arcos de Valdevez (PSD) e o presidente socialista da União de Freguesias de Távora Santa Maria e São Vicente, António Maria Sousa.
O conflito terá tido origem na intenção do vereador Olegário Gonçalves de transformar o Atlético de Valdevez, clube de futebol local, numa Sociedade Anónima Desportiva (SAD) e ocorreu na sequência de uma interpelação do presidente da União de Freguesias de Távora Santa Maria e São Vicente, António Maria Sousa ao presidente da Câmara Municipal.
Segundo aquelas forças partidárias, o vereador Olegário Gonçalves “reagiu com insultos, ameaças e agressões a António Maria Sousa”.
Hoje aos jornalistas, os representantes do PS, CDS-PP e CDU exigiram “a renúncia imediata do vereador ou a retirada dos pelouros, pelo presidente de Câmara, acompanhada de um pedido público de desculpas à Assembleia Municipal, bem como a todos os arcuenses”.
A oposição quer ainda saber as razões que levaram o presidente da Assembleia Municipal de Arcos de Valdevez, Francisco Araújo, a não encerrar os trabalhos face “aos atos de violência que ocorreram e que levaram à retirada dos eleitos do PS, CDS-PP e CDU”.
Para aquelas três forças partidárias, “a convivência democrática foi barbaramente posta em causa” , considerando que perante “os factos ocorridos, testemunhados pelos membros da Assembleia Municipal eleitos pelos seus respetivos partidos e demais presentes no local, caberá às autoridades competentes extrair as correspondentes responsabilidades jurídicas dos intervenientes”.
No sábado, em comunicado, depois da comissão política concelhia do PS ter pedido a demissão do vereador, o PSD “refutou as acusações” por as considerar “falsas” e garantiu “manter o seu apoio incondicional” ao vereador com os pelouros da proteção civil, associativismo, juventude e desporto, gestão de espaços verdes e energia, mercados e feiras, gestão de equipamentos e viaturas municipais e conservação da rede viária e trânsito.
Para o PSD, trata-se de um caso de “descaramento sem limites por transformar o agressor do PS em vítima, depois de este ter feito várias intervenções maldosas, insinuosas, maldizentes, provocadoras e injuriosas, que põem em causa a dignidade e o bom nome de Olegário Gonçalves”.
“O PSD lamenta que o PS não se tenha demarcado desta postura inqualificável deste presidente de junta socialista, na Assembleia Municipal. Realmente o que se passou na Assembleia Municipal é uma vergonha para o PS, ao permitir que um seu membro tenha tido um comportamento, repetidamente, indigno para com aquele órgão democrático e todos os restantes eleitos locais, situação que, de resto, tem vindo a acontecer nas ultimas sessões culminando na ofensa ao bom nome e à integridade física do vereador do PSD”.
Foto;Tvi24 – IOL




![Rádio Alto Minho - Perspetiva [João] (notícias)](https://radioaltominho.pt/wp-content/uploads/2020/06/perspetiva-body-rd_altominho.jpg)
Comentários