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Arranque da produção do parque eólico flutuante ao largo de Viana levará pelo menos um ano

Rádio Alto Minho

21 Março 2018, 18:38

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A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, disse hoje, em Viana do Castelo, que o início da produção de energia no parque eólico flutuante a instalar ao largo daquele concelho levará pelo menos um ano.

A governante justificou aquela previsão com o “tempo necessário” para a produção dos componentes do cabo submarino que vai ligar o parque eólico flutuante e a rede, instalada no território daquele concelho do Alto Minho.

“Estes componentes levam algum tempo a serem produzidos. São peças de metalomecânica. Antes de um ano não teremos nenhuma novidade visível”, afirmou Ana Paula Vitorino.

A governante, que falava em Viana do castelo à margem da cerimónia de atribuição da Bandeira Azul à escola secundária de Santa Maria Maior, referiu que “a parte administrativa” do projeto “já está toda ultrapassada”, tal como o financiamento.

“O financiamento do cabo de ligação entre o parque ‘offshore’ e o território já está garantido: vai ser através de financiamento público. Existem já contratos entre o consórcio que vai promover o parque eólico e as empresas que vão produzir os vários componentes, uma parte feita por empresas nacionais”, referiu.

Em outubro, a Câmara de Viana do Castelo solicitou ao Governo que encete todos os procedimentos com vista ao cumprimento dos prazos previstos para a construção daquele parque eólico flutuante.

Em proposta apresentada na reunião do executivo pelo presidente, José Maria Costa, aprovada por unanimidade, a autarquia lembra que aquele projeto “foi recentemente notícia por alegadamente estar sem financiamento, tendo os acionistas do Windfloat demonstrado a sua preocupação com o deslizar dos prazos, uma vez que é necessário garantir 48 milhões de euros para financiar o cabo submarino de ligação à rede”.

“Perante o risco de falhar o prazo estimado para 2019 e se perderem os fundos comunitários atribuídos em 2012 pelo Programa NER300, a Câmara Municipal de Viana do Castelo vem reforçar a importância deste projeto para o desenvolvimento económico e sustentável de Viana do Castelo”, sublinha a moção.

Em causa está o projeto Windfloat Atlantic, de aproveitamento da energia das ondas, coordenado pela EDP, através da EDP Renováveis, e que integra o parceiro tecnológico Principle Power, a Repsol, a capital de risco Portugal Ventures e a metalúrgica A. Silva Matos.

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