Atlantic Cities pede em Viana do Castelo “prioridade” para ligações em falta no Corredor Atlântico
06 Setembro 2021, 16:53
Os membros da Atlantic Cities defenderam, em Viana do Castelo que a conclusão da fachada marítima atlântica através da Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T) é “prioritária” para garantir “uma verdadeira inclusão territorial na Europa”.
O “apelo” dirigido à União Europeia (UE) consta da declaração de Viana do Castelo “para uma melhor estruturação do Corredor Atlântico, tendo em conta a conectividade das cidades atlânticas”, hoje aprovada, por unanimidade, em Assembleia-Geral, pelos membros da associação, que reúne cidades da Irlanda, Portugal, Espanha e França, representando mais de 350 autarquias e sete milhões de habitantes da costa atlântica europeia.
No documento, a Atlantic Cities pede à união Europeia (UE) que considere como “prioritárias as ligações em falta no Corredor Atlântico”.
“Que sejam tidas em conta na política de transportes e que seja dada prioridade ao Corredor Atlântico, a fim de promover uma verdadeira inclusão territorial na Europa”, frisa o documento hoje aprovado por unanimidade e a que a agência Lusa teve acesso.
A “estruturação adequada do Corredor Atlântico é um grande desafio para as cidades da associação Atlantic Cities, que dependem da conectividade umas com as outras, mas também com o resto do continente para ultrapassar o seu estatuto periférico e assegurar um desenvolvimento sustentável”.
A associação foi criada em 2000 e representa autoridades locais da costa atlântica europeia que se relacionam, diretamente, com as diversas instituições comunitárias, para a afetação de fundos europeus.
A associação, cuja presidência hoje passou, também por unanimidade, da cidade de Viana do Castelo para a de San Sebastian, no país Basco, em Espanha, “vê a promoção de um meio de transporte verde, seguro e indispensável para a rápida circulação de bens essenciais, que terá um papel crucial a desempenhar na recuperação dos impactos negativos causados pela pandemia de covid-19 e seus efeitos na economia”.
A Atlantic Cities lembra às autoridades europeias o seu “desejo de uma melhor estruturação da Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T) central e do Corredor Atlântico, com um melhor tratamento da componente francesa, particularmente em relação à sua ligação com a Irlanda”.
Defende ainda “uma ligação do grande porto de La Rochelle, via Poitiers e Niort, oferecendo uma alternativa à rota mediterrânica para toda a costa atlântica e o tratamento da componente Espanha-Portugal, pensada em termos de capilaridade e eficiência”.
“O Corredor Atlântico deve ter em conta o porto de Santander e Gijón, através da recuperação da autoestrada do mar, como parte do corredor central. Esta inclusão garantiria ainda novas ligações à Irlanda e fluidez do tráfego no norte de Espanha”, assinala.
Para a Atlantic Cities, “a rede ferroviária ao logo do Corredor Atlântico deve ser reforçada, mas especialmente entre Bilbao e A Corunha, e as Astúria” e “deve incluir um troço entre Vigo e o Porto que possa garantir o tráfego entre A Corunha e Lisboa”.
“A falta de uma ligação cria uma fronteira artificial entre a Galiza e o Norte de Portugal”, refere a declaração.
No documento, a associação defende que aquela ligação permitirá “a multimodalidade e a utilização de transportes públicos quando apropriado, num desejo de maior mobilidade ecológica”.
Os membros da Atlantic Cities, reunidos hoje, uns presencialmente em Viana do Castelo e outros através de videoconferência, reivindicam “uma melhor estruturação do Corredor Atlântico, tendo em conta a conectividade das cidades atlânticas” e propõem “ajustamentos de modo a torná-lo um verdadeiro eixo de desenvolvimento do Arco Atlântico”.
No documento, a associação destaca ainda “a importância dos portos atlânticos e das suas atividades, defendendo que aquelas infraestruturas são uma “questão-chave para o desenvolvimento da costa atlântica, como centro económicos e tecnológicos”.
No setor portuário, a associação propõe a “promoção de uma melhor conetividade atlântica para a estruturação da uma macrorregião”.
A Atlantic Cities pede a “aceleração” dessa estratégia pelas Presidências da União Europeia, de França, em 2022 e, de Espanha, em 2023.





















