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Autarca de Viana compromete-se abordar com Governo falta de médico em Anha após moção da CDU

Rádio Alto Minho

05 Janeiro 2018, 10:31

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O presidente da Câmara de Viana do Castelo comprometeu-se, esta quinta-feira, no período antes da ordem do dia da reunião ordinária do executivo, a abordar com o ministro da Saúde o problema da falta de médico na extensão de saúde de Vila Nova Anha. O compromisso de José Maria Costa foi assumido na sequência de uma moção apresentada pela vereadora do PCP, Cláudia Marinho, que não chegou a ser votada.

O autarca socialista revelou que irá reunir, em breve, com o ministro da Saúde e que aproveitará a ocasião para abordar a questão . Aextensão de saúde de Vila Nova de Anha, que serve cerca de 500 utentes, está sem médico de família há quatro meses. A Junta de Freguesia diz que a situação está a causar “alarme social” sobretudo na população mais idosa.

Na reunião camarária desta quinta-feira, José Maria Costa justificou a situação com o modelo de financiamento da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) que atribui à região a capitação mais baixa de todo o país e que coloca àquela estrutura “muitas dificuldades na gestão de recursos humanos e de realização investimentos prioritários”.

“Como estamos a receber muitos menos que outras regiões do país a gestão dos recursos humanos é mais poupada. Não há médicos disponíveis”, afirmou.

Para o futuro, o autarca socialista defendeu a necessidade de “serem criadas condições para que os cerca de 500 utentes da extensão de saúde de Vila Nova de Anha, sobretudo os idosos, com mais dificuldades quer por falta de meios próprios de transporte ou por razões de mobilidade, possam recorrer ao centro de Saúde de Darque”.

“É preciso estudar uma solução de transporte, que a Câmara está disposta a apoiar financeiramente, para garantir a essas pessoas o acesso ao centro de Saúde de Darque. Temos de encarar essa solução porque os recursos são escassos. Até lá os serviços de saúde têm de ser assegurados”, disse.

Aquela extensão de saúde, localizada nas instalações do centro social paroquial, já serviu cerca de 1.500 utentes mas ao longo dos anos, devido à instabilidade do serviço, foi perdendo utentes, contando atualmente com cerca de 500.

 

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