Autarca de Viana e chefe da delegação portuguesa do Comité das Regiões aplaude oposição a sanções a Portugal
10 Outubro 2016, 16:15
José Maria Costa, chefe da delegação portuguesa do Comité das Regiões congratulou-se hoje com “firme” oposição do vice-presidente do Parlamento Europeu, Ramón Luís Valcárcel Siso, às sanções propostas para Portugal e Espanha, frisando que tal vai contra os princípios da coesão.
“Congratulo-me com esta posição por considerar que se fossem aplicados os cortes propostos para serias contraproducentes face ao esforço que a população portuguesa e os municípios, em particular, tem feito nos últimos quatro anos face às duras políticas de redução de salários, agravamento de impostos e de cortes no investimento e nas áreas sociais”, referiu o presidente da Câmara de Viana do Castelo.
“O Parlamento Europeu [PE] opõe-se firmemente aos cortes propostos pela Comissão Europeia”, afirmou Ramón Luís Valcárcel Siso na sessão de abertura da Semana Europeia das Regiões e Cidades que está a decorrer em Bruxelas.
José Maria Costa, chefe da delegação portuguesa naquele órgão consultivo que representa as entidades locais e regionais na União Europeia, destacou ainda a “solidariedade” do Comité das Regiões “no sentido de evitar a suspensão dos fundos comunitários a Portugal”.
“Neste momento todas as iniciativas de investimento são necessárias para o desenvolvimento da economia e para a criação de emprego”, frisou José Maria Costa.
Em julho passado, o chefe da delegação portuguesa apelou a Bruxelas para que não aplicasse cortes nos fundos comunitários destinados a Portugal por considerar que “a suspensão, ainda que parcial,seria injusta”.
“Agora que Portugal está no início de uma recuperação económica, os fundos europeus são recursos importantes para as empresas, para as regiões e para as autoridades locais, contribuindo dessa forma para o desenvolvimento, e assumem-se como o principal instrumento financeiro das mudanças estruturais necessárias ao país”, referiu na carta enviada ao presidente do Comité das Regiões, ao presidente da Comissão Europeia e ao presidente do Parlamento Europeu.
“Apelo às instâncias europeias para que tenham uma atitude construtiva e de diálogo com o Governo português para que não se acentue o desânimo, o desinteresse e até um certo sentimento antieuropeísta no nosso país”, reforçou José Maria Costa, eleito para o cargo em fevereiro de 2015.






















