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Autarcas do Alto Minho congratulam-se com desistência de empresa australiana de prospeção de lítio

Andrea Cruz

03 Maio 2019, 15:43

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Os autarcas de Melgaço, Manoel Batista, de Monção, António Baptista, e de Arcos de Valdevez, João Manuel Esteves, congratularam-se hoje com a desistência da australiana Fortescue de prospeção de lítio na zona de Fojo, no Alto Minho.

“É com absoluta satisfação que recebemos a confirmação de que a empresa, percebendo as movimentações da população, a reação concertada das autarquias, tirou as devidas conclusões. Que não tinha condições nenhumas, sequer, para fazer prospeção e muito menos para depois fazer exploração”, afirmou  o presidente da Câmara de Melgaço, Manoel Batista.

A empresa australiana Fortescue afirmou hoje que desistiu da prospeção de lítio na zona de Fojo, no Alto Minho, após uma “análise mais aprofundada” do pedido enviado à Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG).

O autarca socialista de Melgaço disse tratar-se de uma “excelente notícia” para “as populações, a paisagem, os ecossistemas e para o território”.

Para o presidente da Câmara de Monção, António Barbosa, a empresa australiana demonstrou “bom senso”.

“Esta desistência mostra que a empresa tem um grande respeito pelas populações. Mostra também que é uma grande vitória do território que vive cada vez mais da exploração da terra, no caso de Monção em particular do Alvarinho, permitindo-nos um futuro risonho”, afirmou o autarca social-democrata.

António Barbosa realçou que “o Alto Minho precisa, como nunca e como ninguém, dos territórios para poder continuar a ser valorizado”.

“Temos de aproveitar as nossas paisagens, o nosso rio, mas acima de tudo, temos de continuar a explorar a terra que continua a valer muito para nós como é o caso do Alvarinho”, reforçou.

António Barbosa agradeceu “a todos os cidadãos dos concelhos do Alto Minho, de forma particular de Melgaço e Arcos de Valdevez pela forma como se manifestaram, desde a primeira hora, sobre algo que ia pôr em causa o futuro dos territórios”.

O presidente da Câmara de Arcos de Valdevez manifestou-se “muito satisfeito” pelo facto de a empresa “ter reconhecido que aquele não era o local indicado para fazer prospeção” de minerais.

“Acho que esta nossa posição e a nossa forma de atuar contribuiu para que a própria empresa percebesse que aquele não o sítio ideal para fazer aquele tipo de prospeção. Agora, a guarda tem que estar sempre montada, porque não se sabe o que pode vir a seguir”, disse João Manuel Esteves.

O autarca social-democrata ressalvou a posição “concertada das câmaras, juntas de freguesias, movimentos cívicos, populações”.

“Surtiu efeito em prol do território e daquilo que temos de mais valioso, que é o equilíbrio entre a natureza e o homem”, sublinhou.

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