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Autárquicas: PS quer manter maioria de câmaras e freguesias e vencer em número de votos

Rádio Alto Minho

24 Setembro 2021, 10:05

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O PS parte para as eleições autárquicas com o objetivo máximo de repetir as vitórias alcançadas em 2013 e 2017, mantendo-se como partido maioritário nas câmaras e freguesias e sendo o mais votado a nível nacional.

Há quatro anos, o PS conseguiu o melhor resultado de sempre em termos de mandatos autárquicos, tendo vencido sozinho em 159 dos 308 municípios, juntando-se ainda um triunfo em coligação no Funchal, o que lhe permitiu conservar a presidência da Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP), que retirara ao PSD já em 2013.

No que respeita a freguesias, o PS venceu em 2017 em 1295, num total de 3085, mantendo, igualmente, a presidência da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE).

O PS apresenta-se a votos nas eleições autárquicas de 26 de setembro em todos os municípios, sendo o único partido a fazê-lo, e em 2759 freguesias”, declarou o secretário-geral adjunto dos socialistas, José Luís Carneiro.

Nas próximas eleições, o PS apresenta-se sozinho em 95% dos municípios, irá concorrer em coligação em Aveiro, Cascais, Funchal, Maia, Felgueiras e Penafiel, vai apoiar nove candidaturas independentes e conta com 55 independentes a encabeçar as suas listas.

“Verifica-se ainda um crescimento do número de mulheres candidatas, nomeadamente 44 cabeças de lista”, referiu José Luís Carneiro, antes de realçar outro dado que poderá indiciar favoritismo num largo número de municípios.

“O PS recandidata 134 dos seus atuais presidentes de câmaras, 44,4% do total”, disse.

Outra das fasquias colocadas pela direção dos socialistas é fazer com que este partido seja novamente o mais votado em termos nacionais. Em 2017, o PS obteve 1.874.800, sendo que o melhor resultado aconteceu em 2009, sob a liderança de José Sócrates, quando chegou aos 2,084 milhões de votos.

Para tal, os socialistas esperam repetir triunfos em alguns dos maiores centros urbanos do país, casos de Lisboa, Sintra, Odivelas, Vila Nova de Gaia ou Matosinhos. Em termos de grandes cidades, os desafios mais difíceis, se não quase impossíveis, colocam-se em câmaras como as do Porto, Cascais ou Oeiras.

No dia 26 de setembro, a direção do PS assume que irá ter forte disputa em municípios como Coimbra (coligação encabeçada pelo PSD), Figueira da Foz (candidatura independente de Pedro Santana Lopes) e Amadora (PSD). Porém, em relação a estes concelhos os socialistas afirmam dispor de “estudos credíveis” que apontam para uma repetição das vitórias alcançadas há quatro anos.

O PS está também pressionado na margem sul do Tejo pela CDU, em especial em Almada, Barreiro e Alcochete – municípios que conquistou há quatro anos – e pelo PSD em cerca de duas dezenas de concelhos, parte dos quais nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores.

Em contraponto, o PS espera ganhar ao PSD capitais de distrito como Viseu e Guarda, admite recuperar à CDU a de Évora, conquistar Portalegre, liderada por independentes, e ainda retirar aos sociais-democratas os seus “bastiões” da Maia (distrito do Porto) e Famalicão (distrito de Braga).

Para sinalizar a importância que os socialistas concedem a estas eleições, que ocorrem a meio da legislatura, é o facto de o líder do partido e primeiro-ministro, António Costa, se envolver diretamente na campanha eleitoral mais do que inicialmente se previa.

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