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Bastonária diz que serviço de Nutrição de Viana faz trabalho de “excelência”

Andrea Cruz

24 Maio 2018, 13:54

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A bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Alexandra Bento disse, hoje, no hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo que o serviço de Nutrição e Alimentação da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) faz um “trabalho de excelência, conhecido e reconhecido pelos profissionais de todo o país, e divulgado até em revistas da especialidade”.

A responsável, que falava numa sessão hoje realizada na unidade da capital do Alto Minho, no final de um périplo que realizou pela zona norte, adiantou que o trabalho realizado pelo serviço de Nutrição e Alimentação da ULSAM “é reconhecido pela qualidade dos seus 12 profissionais e pelo modelo de organização que possui”.

Com o tema ‘Alimentação das Crianças’, Alexandra Bento, bastonária da Ordem dos Nutricionistas, avançou para a zona norte do país com a segunda ronda do périplo iniciado no passado mês de abril. Com esta segunda etapa de reuniões e visitas, a Ordem dos Nutricionistas pretendeu chamar a atenção para a importância do reforço de nutricionistas no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e para a criação da figura do nutricionista escolar.

A bastonária mostrou-se satisfeita com o anúncio do primeiro-ministro que a contratação de 40 profissionais para o Serviço Nacional de Saúde vai avançar, esperando agora pela abertura do concurso.

“Vi com satisfação, mas com alguma expectativa. O primeiro-ministro transmite que vai haver autorização do ministro das Finanças para que finalmente o concurso para os 40 nutricionistas no SNS possa ter andamento, mas é ver para crer”, disse.

O primeiro-ministro anunciou a abertura de concursos de admissão de nutricionistas, afirmando que já tinha confirmação que “está concedida a autorização do Ministério das Finanças” e que o concurso podia ser aberto de imediato.

Alexandra Bento referiu que está expectante até ver “preto no branco”, ou seja, até ver a abertura do concurso em Diário da República.

“São 40 nutricionistas para os cuidados de saúde primários, onde temos poucos mais de 100, o que é muito relevante. Os nutricionistas vão desenvolver atividades importantes na promoção da saúde, na prevenção da doença e também no tratamento precoce de algumas patologias, como a obesidade, diabetes ou hipertensão, todas estas doenças com uma elevada prevalência na atualidade e relacionadas com os hábitos alimentares dos portugueses”, afirmou.

O presidente do conselho de administração da ULSAM, Franklin Ramos, que presidiu à sessão, destacou o trabalho desenvolvido pelos 12 profissionais em todas as unidades de saúde e admitiu “algum ‘déficit’ de nutricionistas, sobretudo ao nível dos cuidados de saúde primários, para preencher as necessidades de um território imenso”.

O presidente da Administração Regional e Saúde do Norte (ARSN), Pimenta Marinho afirmou que “Portugal é um país muito pequeno para se trabalhar de constas voltadas” e adiantou que “é necessário puxar pelo país que tem excelentes profissionais apesar de considerar que “não existem os recursos, humanos e financeiros, que seriam desejáveis para dar resposta as todas as solicitações”.

Na apresentação que fez durante a sessão realizada hoje de manhã no hospital de Santa Luzia, a diretora do serviço de Nutrição e Alimentação da ULSAM, Graça Ferro sublinhou a necessidade de contratação de dois novos profissionais para dar resposta às necessidades de todas a unidades funcionais no Alto Minho.

A responsável do serviço criado em 2003, adiantou que estão, atualmente, ao serviço ULSAM 11 nutricionistas e um dietista que cobrem uma população de 244.947 habitantes.

Graça Ferro explicou que “o rácio atual é de um nutricionista para 41 mil habitantes, quando a Ordem dos Nutricionistas defende que deveria ser se um profissional para 20 mil habitantes e, de um profissional para 100 camas, quando deveria ser de um nutricionista para 75 camas”.

Em 2017, segundo dados avançados por Graça Ferro, aquele serviço atendeu 14.966 doentes, sendo que 529 crianças e jovens recorreram a uma consulta da especialidade, 76% por obesidade infantil.

No ano passado, aquele serviço investiu mais de 1,2 milhões de euros em alimentação, ao servir 447.079 refeições em todas as áreas funcionais da ULSAM.

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