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Cadáver de golfinho encontrado na Amorosa levado por biólogos para apurar causas da morte

Rádio Alto Minho

24 Julho 2019, 16:08

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O cadáver de um golfinho encontrado no sábado, na praia da Amorosa, em Viana do Castelo, foi levado por biólogos da Rede Nacional de Arrojamentos, da Universidade de Aveiro, para serem estudadas as causas da morte.

A informação foi revelada à Rádio Alto Minho pela Capitania de Viana do Castelo que confirmou que o  cetáceo não tinha cauda, como se pode comprovar na fotografia enviada à RAM.

De acordo com a página na Internet da Rede Nacional,” os arrojamentos em Portugal continental encontram-se documentados desde o século XII”.

A partir de 1977, “com a implementação de uma rede nacional de arrojamentos, os registos passaram a ser recolhidos de forma sistemática”.

“Os registos arrojamentos em Portugal e, no mundo, fornecem importantes dados de longo termo para o conhecimento de processos ecológicos que ocorrem a grande escala e que eventualmente possam estar a afectar as populações de cetáceos”, lê-se na publicação.

O documento acrescenta que “este estudo tem como objectivo a caracterização temporal, sazonal e espacial dos arrojamentos entre 1979 e 2009”.

“Com base nestes dados efectuou-se uma abordagem da distribuição temporal e sazonal dos arrojamentos e da temperatura da superfície da água. Na análise efectuada ao período temporal em estudo, foram registados 3522 arrojamentos de cetáceos constituídos por 21 espécies diferentes. A espécie mais frequente foi o golfinho-comum (Delphinus delphis) com 46,51% do total de registos, seguindo-se do boto (Phocoena phocoena) com 7,13%, o golfinho-riscado (Stenella coeruleoalba) com 4,66%, o golfinho-roaz (Tursiops truncatus) com 4,37% e a baleia anã (Balaenoptera acutorostrata) com 2,41% na costa continental portuguesa”.

Do total de registos, “3,5% dos arrojamentos foram capturas comprovadas,19,3% apresentaram indícios de capturas acidentais e 77,2% sem indícios. O número de arrojamentos aumentou anualmente, provavelmente reflectindo um aumento no esforço da recolha de registos”.

O maior número de arrojamentos foi registado nas áreas Norte, Centro-Norte e Centro. Considerando a variação sazonal da temperatura e os arrojamentos verificou-se nas áreas Norte e Centro entre 1995 e 2009 que estes ocorrem com maior frequência quando as temperaturas da superfície da água são mais baixas.

A distribuição temporal da temperatura entre 1982 e 2009 e dos arrojamentos entre 1979 e 2009 por área mostra em ambos os casos uma tendência geral de aumento ao longo da série temporal. Neste estudo, coloca-se a hipótese de que os arrojamentos possam responder desfasadamente às variações máxima e mínima da temperatura da superfície da água.

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