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Câmara de Viana aprova classificação de mais dez geosítios como monumentos naturais

Rádio Alto Minho

29 Setembro 2016, 17:00

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A Câmara de Viana do Castelo aprovou hoje, por unanimidade, em reunião ordinária, a proposta que dá início ao processo de classificação de mais dez geosítios como monumentos naturais depois daquela designação ter sido atribuída, em abril passado, a outros cinco naqueles locais do concelho.

As dez áreas agora propostas para classificação correspondem a oito monumentos naturais que abrangem uma área superior a 2.700 hectares e “foram selecionadas por avaliação dos geosítios identificados na segunda e penúltima fase de inventariação do projeto do Geoparque Litoral de Viana do Castelo”.

Apesar de a proposta ter sido aprovada por unanimidade a vereadora da CDU, Ilda Figueiredo solicitou a realização de uma visita guiada pelos técnicos responsáveis pela inventariação aos geossítios agora em processo de classificação por considerar ser “fundamental conhecer os locais em questão”.

Os sítios objeto do pedido de classificação localizam-se predominantemente na faixa litoral do concelho nos locais designados como Pavimentos graníticos da Gatenha, com 27 hectares e situados no limite com o concelho de Caminha, as Cascatas do Poço Negro, com 52 hectares situadas na freguesia de Areosa, e as Cascatas da Ferida Má, geosítio corresponde ao troço do rio Âncora, entre as freguesias da Montaria e Amonde com um total de 36 hectares, são alguns dos geosítios que constam da proposta da autarquia.

A Câmara da capital do Alto Minho quer ainda classificar como monumentos naturais o Penedo Furado do Monte da Meadela, localizado na encosta do monte de Santa Luzia com 13 hectares, as Turfeiras das Chãs de Arga com 591 hectares, o Planalto Granítico das Chãs de Santa Luzia com uma 908 hectares, as Cristas Quartzíticas do Campo Mineiro de Folgadoiro-Verdes (1.025 hectares) e as Dunas Trepadoras do Faro de Anha, na margem esquerda do rio Lima, com 57 hectares.

Em abril passado foram classificados cinco locais situados sobretudo na faixa litoral de Viana do Castelo, abrangendo uma área total de 600 hectares.

O processo de classificação destes dez locais foi iniciado com a aprovação, em reunião ordinária do executivo, de uma proposta da maioria socialista que resultou da identificação de dez “geossítios de excecionalidade científica dos valores geológicos presentes”, os quais se distribuem pela faixa litoral do concelho e no estuário do rio Lima.

A proposta da autarca realça tratar-se de “um persistente trabalho de estudo do litoral e estuário ribeirinho do rio Lima, materializado por entidades científicas e investigadores”.

A investigação “permitiu inventariar os geossítios do litoral norte, identificando um notável património que permite compreender vários aspetos da evolução geológica do território do concelho de Viana do Castelo”.

A inventariação realizada pela autarquia identificou 17 locais como potencialmente alvo deste processo de classificação, tendo cinco áreas obtido essa designação.

O processo de classificação, da competência dos municípios, visa conceder a estas áreas “um estatuto legal de proteção adequado à manutenção da biodiversidade e dos serviços dos ecossistemas e do património geológico, bem como à valorização da paisagem”.

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