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Câmara de Viana aprova empréstimo de 3,9 ME para investimentos no concelho

Rádio Alto Minho

09 Junho 2016, 18:39

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A maioria socialistaCâmara de Viana do Castelo e a CDU aprovaram hoje, com a abstenção dos três vereadores do PSD, a contração de um empréstimo bancário de quase 3,9 milhões de euros para a realização de diversos investimentos no concelho.

Na proposta a maioria socialista assegurou que o empréstimo “não colocará em causa as disponibilidades financeiras do município, para garantir as componentes nacionais das candidaturas já apresentadas e aprovadas, com taxas a fundo perdido de 85% aos programas comunitários”.

No final da reunião, questionado pelos jornalistas, o autarca José Maria Costa explicou que “a dívida do município, a médio e longo, foi reduzida em 8 milhões euros, sendo que, atualmente, o município tem uma capacidade de endividamento de 40 milhões de euros”.

“Os investimentos que queremos realizar com este empréstimo não são financiados por fundos comunitários. Estamos a falar da beneficiação da rede viária municipal, da requalificação de escolas, jardins de infância, pavilhões escolares e aquisição de terrenos para a instalação de empresas”, acrescentou.

José Maria Costa adiantou que o empréstimo vai ser para “garantir alguma tesouraria” ao município e “não pôr em causa financiamentos em que a autarquia que ter que assumir a componente nacional”, apontando como exemplos as obras de reabilitação urbana, previstas previstos no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), de abastecimento de água e saneamento básico, requalificação de escolas, proteção da erosão costeira, eficiência energética, candidatados ao programa comunitário do Portugal 2020.

De acordo com a proposta socialista “o empréstimo será de médio e longo prazo, a 12 anos, no valor de 3,39 milhões de euros”.

O vereador do PSD, Eduardo Teixeira justificou a abstenção afirmando que “os investimentos são necessários mas não têm que ser, forçosamente, alicerçados em dívida para onerar as próximas gerações”.

“Este é o segundo empréstimo feito pela Câmara este ano. Não seria necessário se a Câmara tivesse um plano de contenção de despesas e conseguisse libertar meios para suportar os investimentos”, frisou.

Já a vereadora da CDU, Ilda Figueiredo aprovou a contração do empréstimo por considerar que são obras “fundamentais” para o concelho que “já deveriam ter sido feitas há muitos anos”.

“Porque não se fez este empréstimo há mais tempo. Há muito que as obras são precisas”, sustentou, adiantando que as intervenções “devem iniciar-se o mais breve possível.

 

 

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