Câmara de Viana já mandou fazer novo projeto do futuro mercado municipal
06 Fevereiro 2018, 11:09
A Câmara de Viana do Castelo já mandou fazer, a um gabinete de arquitetura de Lisboa o novo projeto para a construção do novo mercado municipal da cidade. O ajuste direto, por mais de 73 mil euros, foi publicado no portal dos contratos públicos online (Base), no dia 02 de fevereiro. A elaboração do novo projeto de arquitetura, no valor de 73.700 euros, tem um prazo de execução 210 dias.
O contrato estabelecido entre o município e o gabinete de arquitetura, celebrado em janeiro último, prevê “serviços de arquitetura, engenharia e levantamento topográfico” do local onde irá nascer o novo mercado municipal da cidade, atualmente ocupado pelo prédio Coutinho.
A empreitada de demolição do prédio Coutinho foi lançada a concurso público no dia 24 de agosto de 2017, por 1,7 milhões de euros, através de anúncio publicado em Diário da República.
Em outubro, fonte da Viana Polis, sociedade que gere o programa Polis da cidade anunciou que a proposta “mais favorável” para a demolição do prédio está orçada em cerca de 1,2 milhões de euros.
Segundo a fonte, aquela proposta foi apresentada pela DST- Domingos da Silva Teixeira, S.A., de Braga.
Aquela fonte adiantou que os últimos 14 moradores nos oitos apartamentos do prédio terão de abandonar em março.
O projeto inicial do novo mercado municipal foi executado em 2003-2004, ainda durante a liderança do ex-autarca socialista, Defensor Moura.
Em junho de 2016, o atual presidente da Câmara de da capital do Alto Minho, José Maria Costa revelou que o projeto tinha de ser reajustado à “realidade atual”, após 18 anos de processos judiciais que travaram a demolição do edifício com 13 andares, situado no centro histórico da cidade.
Na altura, José Maria Costa adiantou ter entregue “a uma empresa da especialidade um diagnóstico das novas tendências e dos novos produtos e valências que o mercado deve ter”.
“O que o edifício terá de responder às necessidades da cidade e ser um fator de atratividade do centro histórico”, frisou, na ocasião, revelando que “o novo mercado terá duas áreas fortes, uma ligada aos produtos regionais, vinhos, enchidos compotas e a outra destinada às iguarias do mar, pescado e mariscos”.
Afirmou que o “novo mercado de Viana vai ser conhecido por duas áreas emergentes e de forte atração”, para além “dos espaços de artesanato e de outras atividades tradicionais”.
Explicou que “a área total do novo mercado será de 2.277 metros quadrados, sendo que o espaço de implantação do edifício ronda os 1.845 metros quadrados e 2.970 metros quadrados serão destinados ao estacionamento”.
Na altura, José Maria Costa adiantou que “o projeto inicial previa muitas áreas comerciais e de serviços que hoje, face à evolução que a cidade teve e à dinâmica comercial que sofreu, não são necessárias, havendo outros valores emergentes que têm que ser considerados”.
Foto: olharvianadocastelo.blogspot.com





















