Câmara de Viana lança programa para avaliar ar das salas de aulas das 53 escolas do concelho
28 Janeiro 2020, 11:47
A Câmara de Viana do Castelo está a desenvolver um programa de monitorização da qualidade do ar de "um terço" das salas de aulas dos 53 edifícios do parque escolar do concelho.
O anúncio foi feito hoje pelo vereador do Ambiente e Biodiversidade, Ciência, Inovação e Conhecimento,Ricardo Carvalhido, durante a sessão de encerramento do projeto RnMonitor “Radão em Portugal: situação atual e perspetivas futuras” realizado em parceria com o Instituto Politécnico de Viana do Castelo(IPVC).

O vereador sublinhou que “Viana do Castelo é o primeiro município do país com uma estratégia para a monitorização das radiações ionizantes, sob a forma de programa, que está a ser concretizado”.
Ricardo Carvalhido adiantou que o programa “começou a ser implementado esta semana para avaliar a qualidade biotérmica e radiológica” do ar nas 53 escolas do concelho, sendo que, “no próximo mês, será iniciada a avaliação à qualidade microbiológica”.
“Vamos avaliar o ar de cerca de um terço das salas de aulas das nossas escolas. Dentro de dois meses, esperamos ter o primeiro perfil da qualidade do ar das nossas escolas. Nos edifícios que apresentarem dados fora dos valores considerados normais, será implementado um estudo mais pormenorizado com uma duração de, no mínimo, três meses”, especificou.
Ricardo Carvalhido adiantou que “a monitorização do gás radão e dos parâmetros de humidade, temperatura e dióxido de carbono estão a ser aferidos por sensores instalados nas 53 escolas do concelho, equipamentos que comunicam através de uma rede partilhada entre a câmara e pelo IPVC, sendo possível receber, em tempo real, os dados de cada estabelecimento”.
“Estes dados estão a ser monitorizados na plataforma da Rede Municipal de Monitorização de Parâmetros Ambientais e de Proteção Civil, para, posteriormente, serem validados e analisados pelos parceiros do programa”, indicou.

O programa de monitorização da qualidade do ar interior de edifícios municipais tem como parceiros o IPVC e a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), que participarão “na elaboração de um manual de boas práticas para a qualidade do ar interior de cada edifício escolar”.
Aquele documento incluirá medidas que “poderão passar pela determinação de uma frequência e duração de arejamento, ou, em casos excecionais, a instalação de mecanismos de ventilação forçada do espaço”.
O vereador acrescentou que o programa teve início no parque escolar por ser “reconhecido, por um lado, que o conforto biotérmico dos alunos nas salas de aula, (aferido pelos dados de temperatura e humidade relativa) é um fator determinante no sucesso educativo e também porque a presença de agentes radiológicos (como é exemplo o gás radão, principalmente na região Norte e Centro de Portugal) e biológicos (como vírus, fungos e bactérias) podem comprometer de forma séria, a saúde dos alunos e dos profissionais de educação”.
A implementação daquele programa municipal resulta “da transferência de competências em matéria de educação, da administração central para a administração local”.
Ricardo Carvalhido adiantou que, em abril, no decurso do programa municipal, a autarquia lançará, no âmbito do Dia Nacional do Ar, a iniciativa “O Radão por Casa”.
O responsável explicou tratar-se de “um programa doméstico que disponibilizará aos munícipes uma sonda que lhes permitirá conhecer, durante uma semana, os valores de radão e os parâmetros de conforto bioclimático da sua habituação”.
Posteriormente, “os munícipes receberão uma avaliação diagnóstica com orientações para a mitigação dos parâmetros nos casos em que estes ultrapassem o valor legal de referência”.
“No caso dos moradores do centro histórico, estará disponível a sonda que permitirá o acesso em tempo real aos valores medidos, através da plataforma da rede municipal de monitorização de parâmetros ambientais e proteção civil”, referiu.




















