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Carlos Martins diz que estaleiros de Viana “voltaram a ser referência mundial” na indústria naval

Andrea Cruz

06 Fevereiro 2019, 15:50

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Carlos Martins, presidente do grupo Martifer, que detém a West Sea, subconcessionária dos extintos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), disse hoje que a construção naval que se faz naquela cidade "voltou a ser uma "referência mundial".

Carlos Martins, que discursava durante a cerimónia de batismo do Navio Patrulha Oceânico (NPO) Setúbal, o segundo construído pela West Sea para a Marinha portuguesa, sublinhou que aquele contrato, assinado em 2015, dotou a empresa de “experiência e conhecimento necessários para já estar a apresentar propostas comerciais para a construção de navios semelhantes para outros países”.

“Queremos continuar a criar riqueza para quem aqui trabalha, para a região e para o país. Este estaleiro voltou a ser uma referência mundial nesta indústria”, referiu Carlos Martins durante a cerimónia presidida pelo ministro da Defesa, João Gomes Cravinho.

Carlos Martins adiantou que a construção dos dois NPO “ajudou a fazer nascer a capacidade de construir navios em Portugal”.

“Fomos competentes pela qualidade do projeto e da construção, pelo cumprimento de todos os prazos, do orçamento contratualizado e de todos os requisitos e especificações da Marinha. A construção naval aqui representada neste estaleiro está viva, forte e capaz. Por isso, estamos a trabalhar para podermos ser contemplados com mais contratos como este”, referiu.

Dirigindo-se ao ministro da Defesa, Carlos Martins disse que a West Sea “está pronta para aceitar novos desafios que entendam confiar-lhe”, referindo-se à nova Lei de Programação Militar, atualmente em discussão na Assembleia da República. Em novembro de 2018, o Conselho de Ministros aprovou a proposta de Lei de Programação Militar (LPM) para o período 2019/2030, que prevê um investimento de 4,74 mil milhões de euros.

“Este consórcio está preparado para assumir compromissos e estar à altura de tão grandes desafios”, apontou.

Carlos Martins realçou que desde 2014, ano em que o grupo Martifer assumiu a subconcessão daqueles estaleiros navais, “já foram reparados mais de 200 navios, construídos 16, estando outros seis em construção”.

“Mais importante que isso estes estaleiros têm hoje cerca de 1.200 trabalhadores”, frisou.

Segundo dados fornecidos pela empresa, a West Sea “conta atualmente com 350 colaboradores, dos quais 155 são da extinta ENVC”. Além dos trabalhadores da West Sea, há a registar uma média diária de cerca de 850 trabalhadores indiretos de subempreiteiros adstritos à atividade de construção, manutenção e reparação naval fazendo dos estaleiros de Viana do Castelo uma das mais importantes unidades do setor da Península Ibérica.

Desde 2015, a West Sea já construiu 9 navios (Viking Osfrid, Scenic Azure, Douro Elegance, Douro Serenity, Scenic Emerald, Douro Splendour, NRP Sines, draga José Duarte e NRP Setúbal) e efetuou a reparação e/ou reconversão de 175 navios. Atualmente, estão em construção na West Sea 6 novos navios: o navio oceânico World Explorer (primeiro semestre de 2019), três navios-hotel para o Douro, o Viking Helgrim, o Amadouro e o Arosa Alva (todos para o primeiro semestre de 2019) e os navios oceânicos World Voyager (primeiro semestre de 2020) e World Navigator (primeiro semestre de 2021).

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