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CDU dá nega ao primeiro ano do mandato autárquico em Viana por causa do “negócio” das águas

Rádio Alto Minho

21 Novembro 2018, 18:46

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A vereadora da CDU, Cláudia Marinho deu hoje nota negativa ao primeiro ano do novo mandato autárquico liderado pela maioria socialista na Câmara de Viana do Castelo por causa da criação da empresa intermunicipal Águas do Alto Minho.

“O mandato autárquico não pode ser positivo pelo simples facto de ter sido decidia a constituição de uma empresa que vai gerir as redes de água, em baixa, e do saneamento e cujo capital está, maioritariamente nas mãos da Águas de Portugal (AdP)”, afirmou Cláudia Marinho, em conferência de imprensa.

Em causa está a criação da Águas do Alto Minho, empresa de gestão das redes de água, em baixa, e do saneamento, detida em 51% pela Águas de Portugal (AdP) e, em 49%, pelos dez municípios do distrito de Viana do Castelo que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.

Dos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo, três – Ponte da Barca (PSD), Monção (PSD) e Melgaço (PS) – chumbaram a constituição daquela parceria.

Cláudia Marinho, que falava aos jornalistas na sede direção Regional de Viana do Castelo (DORVIC) do PCP, admitiu que se a maioria do capital da futura estivesse nas mãos dos municípios da região a CDU votaria favoravelmente a sua constituição.

“Se a gestão fosse feita de outra forma, de certeza que a CDU acabaria por considerar esta alternativa e votar favoravelmente”, disse a vereadora comunista.

Para a única representante do partido no executivo municipal da capital do Alto Minho, a constituição desta empresa “é uma má aposta e acarretará despesas e custos acrescidos para os munícipes e incerteza quanto ao futuro dos trabalhadores dos atuais Serviços Municipalizados de Saneamento Básico de Viana do Castelo”.

“Com a distribuição do capital como está previsto, no futuro poderá avançar a privatização do setor da água”, destacou.

Cláudia Marinho acusou o presidente da Câmara de Viana do Castelo de ter o “negócio pensado porque não fez dele bandeira na campanha eleitoral das últimas autárquicas.

“Isto não nasce de início deste mandato. Era algo que estava a ser cozinhado antes”, frisou.

No encontro com os jornalistas, Cláudia Marinho, deu ainda nota negativa à forma como a Câmara de Viana do Castelo tem conduzido o processo de descentralização de competências.

“A Câmara de Viana do castelo passou um cheque em branco ao Governo. Ainda não estão definidos os valores financeiros que vai receber e aceitou de bandeja a transferência de competências. Que dinheiro iremos receber. Sabemos que está a ser marcada uma reunião do executivo para debater essa questão, mas continua tudo numa inércia”, sustentou.

A “falta de vontade” em assinar Acordo Coletivo de Entidade Empregadora Pública (ACEEP), a “única Câmara do Alto Minho que não o fez” e a abolição do pórtico de Neiva da autoestrada A28, por cumprir foram outros dos pontos negativos apontados pela vereadora.

Entre as ações “positivas” que marcaram o primeiro ano do mandato autárquico e que tiveram “intervenção” da CDU, Cláudia Marinho apontou a construção dos acessos rodoviários ao porto de mar e a constituição do Conselho Municipal de Juventude.

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