CDU promete continuar lutar contra fecho da CGD no Campo da Agonia marcado para dia 28
05 Abril 2017, 11:35
A atual vereadora e candidata da CDU à Câmara de Viana do Castelo garantiu hoje que o partido irá continuar a lutar, através dos deputados na Assembleia da República, contra o fecho do balcão da Caixa Geral de Depósitos (CGD) da Senhora da Agonia, em Viana do Castelo.
Cláudia Marinho falava aos jornalistas durante manifestação promovida hoje pela CDU em frente àquele balcão que juntou cerca de duas dezenas de pessoas.
A vereadora comunista adiantou que os clientes já receberam uma carta da administração do banco público a informar do encerramento no próximo dia 28.
“Os clientes já receberam uma carta a informar que, a partir do dia 28, tem de se dirigir ao balcão da Avenida dos Combatentes. Achamos que assim é muito fácil de gerir”, afirmou.
A candidata da CDU às eleições autárquicas de outubro disse tratar-se de uma forma “um pouco desumana” de tratar os clientes e considerou que este encerramento “acaba por descaracterizar a CGD que é um serviço público que deve estar ao serviço das populações”.
Cláudia Marinho manifestou-se contra a “forma como está a ser concretizada esta reestruturação” e adiantou que aquele balcão está situado “numa freguesia populosa e com pessoas com bastante idade”.
Realçou que naquela zona de Monserrate “há o pequeno comércio e micro e pequenas empresas vão sofrer com esta reestruturação”, garantindo que aquele balcão também “dá resposta à população da Areosa”.
Cláudia Marinho alertou que o balcão da CGD situado na Avenida dos Combatentes “não dá resposta porque serve todo o concelho” e já funciona “com as filas imensas”.
Paulo Castro é comerciante e diz que vai sentir muito o encerramento do balcão.
O café que explora mesmo ao lado do balcão da CGD “e frequentado pelos funcionários e clientes sobretudo os reformados que, habitualmente, no dia 10 de cada mês vão receber a pensão”.
“Agora vamos ficar privados dessas pessoas todas. Agora é o balcão, já foram os estaleiros, qualquer dia tiram tudo daqui”, disse.
João Chavarria, cliente do balcão do Campo da Agonia, lamentou o encerramento “de mais um serviço público” na capital do Alto Minho.
“Como ex-trabalhador dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) já começo a ficar habituado aos encerramentos. É a delegação da RTP são os serviços que são deslocados de Viana. Qualquer dia Viana passa a ser apenas um dormitório”, afirmou.
Aquele balcão consta da lista de agências a encerrar enviada à comissão parlamentar de recapitalização e gestão do banco público.
A lista mostra que a Norte serão encerradas as agências de Gualtar (Braga), São Lázaro (Porto), Campo-Valongo, Ponte da Pedra (Maia), Pinhais da Foz (Porto), Termas São Vicente (Penafiel), Santa Quitéria (Felgueiras), Fontainhas (Póvoa de Varzim), Senhora da Agonia (Viana do Castelo), Merelim (Braga), Lordelo (Paredes), Pedras Rubras (Maia), Oliveira do Douro (Vila Nova de Gaia), Pádua Correia (Vila Nova de Gaia) e Portas Fronhas (Vila do Conde).
O documento enviado pelo presidente do conselho de administração da CGD, Rui Vilar, indica que deverão encerrar “nesta fase” 18 agências na área da Grande Lisboa, 15 a norte, 15 a sul e nas regiões autónomas e 13 na zona centro.


























