CDU promove manifestação contra fecho do balcão da Caixa Geral de Depósitos do Campo Agonia
04 Abril 2017, 16:22
A CDU vai promover, amanhã, às 09:30 uma manifestação de protesto contra o anunciado encerramento do balcão da Caixa Geral de Depósitos (CGD) do Campo da Agonia, em Viana do Castelo.
O anúncio da ação de luta, a realizar junto àquele balcão, foi feito hoje em comunicado onde a CDU considera ser “fundamental preservar aquele balcão por ter um papel fulcral de descentralização e de serviço público naquela zona da cidade, onde tem largas centenas de clientes, com grande incidência na população mais idosa, com enormes dificuldades em se deslocarem”.
“A CDU opõem-se frontalmente a este encerramento, e apela a todas as pessoas que se queiram manifestar a estar presentes no protesto junto à ao balcão do Campo D´Agonia, na quarta-feira, às 09:30”, refere o partido em comunicado.
De acordo com a “lista atualizada e revista” enviada à comissão parlamentar de recapitalização e gestão do banco público o balcão da CGD da Senhora da Agonia é para fechar.
A lista mostra que a Norte serão encerradas as agências de Gualtar (Braga), São Lázaro (Porto), Campo-Valongo, Ponte da Pedra (Maia), Pinhais da Foz (Porto), Termas São Vicente (Penafiel), Santa Quitéria (Felgueiras), Fontainhas (Póvoa de Varzim), Senhora da Agonia (Viana do Castelo), Merelim (Braga), Lordelo (Paredes), Pedras Rubras (Maia), Oliveira do Douro (Vila Nova de Gaia), Pádua Correia (Vila Nova de Gaia) e Portas Fronhas (Vila do Conde).
Datado de 22 de março, o documento enviado pelo presidente do conselho de administração da CGD, Rui Vilar, indica que deverão encerrar “nesta fase” 18 agências na área da Grande Lisboa, 15 a norte, 15 a sul e nas regiões autónomas e 13 na zona centro.
Anteriormente, o plano apontado passava pelo encerramento de 70 balcões, cerca de 50 no final deste mês e os restantes até final do ano.
A reavaliação da lista de agências a fechar foi negociada com Bruxelas pela anterior administração do banco público, liderada por António Domingues, e é uma das contrapartidas acordadas para que a recapitalização da CGD que está a decorrer, num montante superior a 5.000 milhões de euros, não seja considerada ajuda de Estado.
A CGD apresentou prejuízos históricos de 1.859 milhões de euros no ano passado, dez vezes mais do que os resultados negativos de 171 milhões de euros de 2015, o que foi justificado pela constituição de novas imparidades (perdas potenciais, sobretudo para crédito) num montante superior a 3.000 milhões de euros.





















