CDU quer revogação do contrato da águas do Alto Minho e regresso da gestão das águas aos municipios
08 Abril 2020, 10:12
A coordenadora da CDU no distrito de Viana do Castelo defende o regresso da gestão de redes de água em baixa e de saneamento aos municípios da região face ao "agravamento" do valor das tarifas. Em comunicado enviado à imprensa sobre as consequências da concessão daqueles serviços à Águas do Alto Minho (AdAM), Cláudia Marinho diz que o objetivo é que os câmaras e assembleias dos sete municípios que integram a empresa "voltem a discutir e deliberar sobre o abastecimento da rede pública de água em baixa e os serviços de saneamento básico".
Cláudia Marinho, que é também vereadora na Câmara de Viana do Castelo e que rejeitou a constituição da empresa, disse que irá avançar com uma proposta para revogação do contrato junto da maioria socialista no executivo municipal.
“Sendo o Estado português o acionista maioritário desta nova sociedade, corria-se e corre-se o risco sério de o mesmo, por opção política ou razões ideológicas, decidir a privatização da sua parte social, colocando o bem mais precioso da humanidade no poder de um grupo económico”, sustenta a responsável comunista na nota enviada à imprensa.
A nova empresa começou a operar em janeiro, “dimensionada para fornecer mais de nove milhões de metros cúbicos de água potável, por ano, a cerca de 100 mil clientes e para recolher e tratar mais de seis milhões de metros cúbicos de água residual, por ano, a cerca de 70 mil clientes”.
“Bastaram dois meses de concessão para constatar um insólito agravamento no custo das tarifas da água, o que suscitou as mais amplas e justificadas reclamações dos utentes. A CDU teve razão na opção tomada, votando contra a solução adotada pela maioria dos executivos camarários que foram favoráveis a esta opção, tal como vários presidentes de junta e uniões de freguesias”, acrescenta Cláudia Marinho.




















