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Centro de Interpretação da Mesa dos 4 Abades valoriza aldeias de Ponte de Lima

Rádio Alto Minho

03 Julho 2021, 14:32

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A Câmara de Ponte de Lima inaugurou este sábado o Centro de Interpretação das Aldeias da Mesa dos 4 Abades (CIAM4A), que visa a valorização do património cultural, rural e paisagístico circundante àquele “marco histórico”.

Em comunicado, o município refere que o CIAM4A, instalado num edifício de arquitetura tradicional, é o ponto de partida para a descoberta das aldeias da Mesa dos 4 Abades (Bárrio, Cepões, Calheiros e Vilar do Monte), mas também da freguesia da Labruja, “limitando a norte uma paisagem serrana única, que não pode ser desconstruída por limites administrativos”.

“Neste sentido, pretende-se promover e impulsionar novas abordagens de conhecimento rural, primando pelo desenvolvimento de um conjunto de iniciativas interpretativas relacionadas com o turismo cultural e paisagístico característico desta região, mais especificamente o turismo de natureza, disponibilizando assim uma oferta turística qualificada”, acrescenta aquele município do distrito de Viana do Castelo.

A iniciativa tem ainda como objetivos proteger, salvaguardar e gerir o património local, valorizando-o e divulgando-o, de forma a perpetuá-lo no tempo, e envolver a população local na divulgação e consequente preservação dos seus saberes tradicionais.

Melhorar e apoiar um conjunto de infraestruturas e equipamentos ligados aos caminhos pedestres e BTT/downhill e qualificar e certificar aquela área como património natural e cultural são outros dos objetivos.

A Mesa dos Quatro Abades data da Idade Média, rezando a tradição oral que há muito tempo sairia de cada paróquia a imagem de S. Sebastião em procissão, reunindo-se todos num local com uma mesa de pedra a pedir-lhe proteção.

No entanto, sublinha o comunicado, não se pode afirmar que a Mesa dos Quatro Abades derive deste encontro.

O comunicado alude a “uma outra história”, que dá conta de que no local onde está aquela mesa, confluência das quatro freguesias, se juntavam os abades (párocos) de cada uma delas e se sentavam cada um no banco de pedra dentro do território correspondente.

Aí discutiriam os problemas das suas paróquias, podendo os paroquianos participar nas discussões, havendo também partilha de farnéis.

A tradição foi recuperada nos anos noventa do século XX, substituindo-se os intervenientes abades pelos presidentes das juntas de freguesia, sendo também “obrigatória” a presença do presidente da Câmara.

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