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Clube Fitness Up demarca-se de litígio entre concessionária da marina e Câmara de Viana

Rádio Alto Minho

08 Agosto 2017, 18:38

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O CEO do clube Fitness UP , instalado no complexo turístico da Marina de Viana do Castelo, veio a público demarcar-se do “litígio” existente entre a empresa concessionária daquele equipamento, a VianaCais, e a Câmara Municipal.

“Sentimos que a comunidade está connosco, contudo, fruto de um litígio a que somos alheios e que envolve o Município de Viana do Castelo e a VianaCais, concessionária do espaço que nos cedeu para instalação do clube  se no comunicado assinado por Hélder Ferreira.

O responsável adianta que o “único propósito” do clube “foi, é e sempre será, única e exclusivamente, oferecer exercício físico em instalações Prestige ao melhor preço do mercado”.

“Temos muito respeito por todas as instituições de Viana do Castelo e nada nos move contra ninguém.
O clube está pronto a inaugurar e todos os que o quiserem conhecer serão muito bem-vindos.  Nada fizemos para estar nesta posição, mas queremos comunicar que só estamos disponíveis para iniciar a implementação do projecto, com a sua abertura ao público, logo que todas as condições estejam criadas, nomeadamente quando essa for a vontade das instituições e cidadãos de Viana do Castelo, apesar do grande investimento já realizado no apetrechamento do espaço destinado ao Clube”, adianta.
Na semana passada, o presidente da Câmara de Viana do Castelo revelou ter tomado posse administrativa parcial do complexo turístico da marina por “incumprimento do contrato de concessão, na sequência de alterações estruturais no edifício, sem autorização ou licenciamento camarário”.

José Maria Costa, que respondia a uma questão do líder da bancada do PSD, Eduardo Teixeira, colocada no período antes da ordem do dia da reunião camarária, adiantou que aquele mecanismo foi acionado “após o desrespeito de dois embargos decretados pela autarquia”.

“Houve um desrespeito dos embargos e vimo-nos obrigados a tomar posse administrativa parcial do edifício. Há, neste momento, uma providência cautelar movida pela concessionária CaisViana, que ainda aguarda decisão do tribunal”, afirmou o autarca.

No final da reunião camarária, questionado pelos jornalistas, o presidente da câmara afirmou que o executivo “tem que defender o interesse público e o património municipal”.

“Não podemos deixar que nos partam a casa toda, sem termos conhecimento e, acima de tudo, quando dizemos ‘alto, parem’, continuem a desrespeitar. Tivemos que tomar medidas mais drásticas “, sustentou.

O complexo turístico da Marina custou cerca de 3,5 milhões de euros e foi construído durante a gestão municipal do social-democrata Branco Morais, tendo sido inaugurado em 19 de setembro de 1993, com a presença do então primeiro-ministro Cavaco Silva.

Em 2005, reabriu depois de vários anos sem utilização o que valeu a designação de “elefante branco” da cidade.

O contrato de concessão, por 30 anos, foi celebrado, em janeiro de 2004 pelo executivo então liderado pelo ex-autarca Defensor Moura.

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