Com vídeo: Presidente da Câmara deixa mensagem a população de Vila Franca no dia da Procissão das Festas em honra de Nossa Senhora do Rosário
10 Maio 2020, 16:15
O Presidente da Câmara deixa a mensagem à população de Vila Franca no dia em que sairia para as ruas da freguesia a Procissão das Festas em honra de Nossa Senhora do Rosário.
“Naturalmente que não posso deixar de dar uma palavra de solidariedade a todos os Vilafranquenses , a Comissão de Festas, ao Presidente da Junta, ao Pároco, a Comissão Fabriqueira e as Associações de Vila Franca pelo facto de este ano não poderem celebrar a Festa na sua plenitude. Uma palavra de muito apreço as Mordomas .
Para o ano as Festas serão ainda melhores. Juntos vamos vencer.”, refere José Maria Costa.
A Festa da Rosas com 398 anos abre o ciclo de romarias no Alto Minho, e são famosas pelos cestos floridos transportados, à cabeça, por jovens batizadas em Vila Franca, e que completam em maio, 19 anos de idade. Os cestos floridos, que começam a ser confecionados dias antes, com “milhares” de pétalas de flores, chegam a pesar “mais de 50 quilos”, o que leva as mordomas, “algumas estudantes universitárias”, a treinar com bacias de pedra e água.
A confeção dos cestos floridos “envolve toda a família, os amigos e vizinhos, num verdadeiro espírito de entreajuda”.
A mordoma é que escolhe os motivos do cesto florido que vai oferecer a Nossa Senhora do Rosário. Os temas são mantidos em segredo para serem surpresa no dia do cortejo.
Depois de serem exibidos nos cortejos de sábado e domingo, ponto alto das festas que, todos os anos, atraem “milhares” de visitantes a Vila Franca, os cestos floridos ficam em exposição na igreja paroquial da freguesia.
A Festa das Rosas é da responsabilidade da Confraria de Nossa Senhora do Rosário, fundada em 1622 por frades dominicanos. Dos seus estatutos constava que as mordomas levariam flores a Nossa Senhora nos dias de festa.
Por isso mesmo, todas as mordomas caprichavam em levar as mais belas flores e em grandes quantidades, que se destinavam à decoração dos altares, à confeção das fieiras e ao adorno do adro e seu atapetamento.
Ao longo dos anos, a tradição evoluiu, reforçando a qualidade de confeção dos cestos, a transportar à cabeça pelas mordomas, nestas procissões.
Cada jovem pode recorrer a colegas e amigas para ajudar na tarefa, tendo em conta o peso destes cestos, que se assumem também como obras de arte popular, confecionadas por bordadores, também de Vila Franca do Lima.




























