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Conferência Episcopal Portuguesa apoia canonização de beato Bartolomeu dos Mártires

Rádio Alto Minho

08 Abril 2016, 9:30

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A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) manifestou o seu apoio à canonização do beato Bartolomeu dos Mártires, que o papa Francisco já autorizou sem a atribuição de um milagre. A decisão consta do comunicado final da 189ª Assembleia Plenária que decorreu até quinta-feira em Fátima.

No comunicado, publicado no sítio de Internet da CEP, a Assembleia Plenária destaca “a fama de santidade e o culto” do beato Bartolomeu dos Mártires, para “atestar a sua relevância eclesial em vista do processo de canonização com dispensa de milagre”.

“O testemunho da sua vida e a transparência dos seus escritos mostram como o reconhecimento da sua santidade poderá ser marcante para o hoje da história da Igreja, em Portugal e no mundo”, lê-se no documento que resultou da reunião que decorreu em Fátima desde segunda-feira.

Em fevereiro passado, o papa Francisco autorizou a canonização sem a atribuição de um milagre ao futuro santo. Nessa altura, o bispo da Diocese de Viana do Castelo afirmou esperar que ainda este ano o beato venha a ser declarado santo.

Bartolomeu dos Mártires foi declarado venerável, a 23 de março de 1845, pelo papa Gregório XVI e beato, a 04 de novembro de 2001, pelo papa João Paulo II.

Frei Bartolomeu dos Mártires nasceu em Lisboa, em maio de 1514, e entrou na Ordem Dominicana em 11 de novembro de 1528, tendo sido eleito arcebispo de Braga em 1559. Morreu em Viana do Castelo a 16 de julho de 1590.

Em Viana do Castelo ficou conhecido por ter mandado construir o Convento de Santa Cruz – depois designado de São Domingos, tal como a igreja contígua – mas sobretudo pela sua dedicação aos pobres. Renunciou como arcebispo em 23 de fevereiro de 1582 e recolheu-se no convento que mandou construir em Viana do Castelo, onde morreu a 16 de julho de 1590.

Foi sempre apelidado pelo povo como o “arcebispo santo, pai dos pobres e dos enfermos” e insistiu, em vida, na deposição dos seus restos mortais naquele convento, numa altura em que a diocese local ainda não existia, sendo liderada por Braga.

 

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