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Confirmado primeiro caso de Covid-19 em Monção, Câmara pede mais medidas de contenção ao Governo

Rádio Alto Minho

14 Março 2020, 17:17

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O homem a quem foi confirmada infeção por coronavírus é natural de Monção. A Câmara Municipal adianta que o doente de 64 anos "está a ser devidamente acompanhado pelas autoridades sanitárias e as pessoas com quem manteve contacto estão a ser sinalizadas", mas pede mais medidas de contenção ao Governo, entre elas, a restrição nas fronteiras.

O executivo liderado por António Barbosa apelou ao Governo para restringir a passagem na fronteira, “apenas aos movimentos estritamente necessários”.

“A pessoa afetada está a ser devidamente acompanhada pelas autoridades sanitárias e as pessoas com quem manteve contacto estão a ser sinalizadas para, de acordo com o protocolado, procederem aos respetivos testes de despistagem do vírus e cumprirem o período de quarentena”, explica a autarquia social-democrata num comunicado publicado na página oficial da Câmara no Facebook.

Fonte do hospital de Viana do Castelo disse que “na sexta-feira, um homem foi atendido na urgência do hospital e face às suspeitas de infeção de coronavírus foi isolado, e sujeito aos exames necessários”.

Aquela fonte acrescentou que os testes confirmaram a infeção, o que determinou a transferência do doente para o hospital de São João.

Hoje à tarde, após uma reunião da  Comissão Municipal de Proteção Civil de Monção,  além da restrição no movimento nas fronteiras, a Câmara  apelou ainda ao Governo “para avançar para a quarentena, no mínimo, até final do mês de março, seguindo o exemplo do Governo espanhol que decretou, esta manhã, quarentena para todo o país, por um período de 15 dias” e para “reduzir o horário ou encerramento de todos os locais que possam gerar aglomeração de população”.

A criação de uma linha especial para a Proteção Civil, a proibição da população de efetuar queimas ou queimadas, de forma a garantir maior disponibilidade aos bombeiros voluntários para a situação epidemiológica e o aconselhamento às empresas para a utilização do teletrabalho, são outras das recomendações feitas ao executivo de António Costa.

“Estas medidas têm como objetivo conter a propagação do vírus, sendo preferível estarmos de quarentena, agora, por um curto período de tempo, do que arrastar esta situação por tempo indefinido, com as consequências negativas decorrentes desse facto”, sustenta.

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