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PCP considera Unidade Local de Saúde do Alto Minho um “bom exemplo”

Rádio Alto Minho

17 Outubro 2020, 16:30

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O PCP de Viana do Castelo considera a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) um "bom exemplo" na prestação de cuidados de saúde primários, apesar de persistirem "problemas de fundo" decorrentes de "prioridades nacionais".

“Podemos dizer que é um bom exemplo a nível nacional. Estaríamos muito melhor se a realidade dos cuidados de saúde primários fosse como esta”, afirmou o responsável pela Direção da Organização Regional de Viana do Castelo (DORVIC) do PCP, Gonçalo Oliveira,  uma reunião com a administração da ULSAM, acompanhado da Vereadora da CDU da Câmara de Viana, Cláudia Marinho.

Gonçalo Oliveira indicou a contratação de profissionais de saúde como um dos exemplos dos “problemas” que ultrapassam a realidade do Alto Minho.

“É necessária uma aposta muito mais forte no Serviço Nacional de Saúde (SNS) que não passa só por elogiar os profissionais de saúde, por lhes bater palmas, mas por dedicar verbas efetivas para a contratação de profissionais para o SNS não a título extraordinário, mas com vínculos efetivo para reforçarem os serviços que devem também ser dotados dos equipamentos necessários”, sublinhou.

O responsável adiantou que dessas “limitações”, a ULSAM, “em alguns aspetos”, tem trabalhado “contracorrente”.

“Há que valorizar isso e, é claro, que isso dá uma certa tranquilidade”, referiu, comentando: “Já se estão a adiantar na reabertura de extensões de saúde já a partir da próxima semana. Há dificuldades de comunicação nos centros de saúde que resultam de centrais telefónicas desatualizadas, falta de pessoal de secretariado clínico, entre outros. Aqui já estão a ser tomadas medidas. Já está em fase experimental uma nova central telefónica. Também já estão adiantados”.

O PCP tem em curso uma ação nacional que se conjuga com o objetivo de criar um plano de nacional de emergência visando reforçar o Serviço Nacional de Saúde com mais financiamento, mais profissionais e melhores equipamentos, especialmente no que à atividade dos cuidados de saúde primários diz respeito.

Já a vereadora da CDU na Câmara de Viana do Castelo, Cláudia Marinho, que também participou na reunião, destacou “o trabalho de boas práticas desenvolvido há longo tempo”, apesar das “imensas dificuldades” que enfrenta, defendendo necessidade de alteração do modelo de financiamento daquela estrutura que atribui à região uma capitação inferior à média nacional.

“Têm uma estrutura muito bem montada e acabam por ter menos dificuldades, apesar de elas existirem”, especificou a vereadora, apontando como exemplo a “fixação” de profissionais em algumas especialidades, como dermatologia.

Relativamente ao combate à pandemia, Cláudia Marinho referiu que durante a primeira vaga a ULSAM reconheceu que “estava menos preparada, quer em recursos humanos quer materiais”, e que, neste momento, a unidade “sente-se mais confortável, sem descurar” um eventual agravamento da situação epidemiológica.

“Têm descentralizado pelo Alto Minho centros de despiste da doença, coisa que não acontece noutras zonas do país”, disse.

A ULSAM é constituída pelos hospitais de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e de Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas dos 10 concelhos do distrito de Viana do Castelo, e algumas populações vizinhas do distrito de Braga.

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