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Coordenadora da União de Sindicatos de Viana bate com a porta e deixa estrutura em gestão corrente

Rádio Alto Minho

13 Junho 2017, 12:36

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A União de Sindicatos de Viana do Castelo (USVC), estrutura descentralizada da CGTP, encontra-se em gestão corrente, por uma comissão executiva eleita no passado dia 08, após a demissão da coordenadora.

Em declarações à RAM, a sindicalista explicou que em maio já tinha anunciado que se iria demitir do cargo de coordenadora e de membro da comissão executiva da USVC.

“No passado dia 08 de junho, em reunião da estrutura sindical, formalizei essa intenção”, afirmou.

Ludovina Sousa tomou posse como coordenadora da USVC em abril de 2016, na sequência da demissão do anterior detentor do cargo, Branco Viana.

Aquele sindicalista abandonou a estrutura após ter sido afastado do Conselho Nacional da CGTP, alegando que esse afastamento se ficou a dever a divergências quanto à forma como foi conduzido o processo que levou ao encerramento dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) e ao despedimento dos seus 600 trabalhadores.

Ludovina Sousa, que é também coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) explicou que, na reunião realizada na última semana, “foi eleita uma comissão executiva para garantir a gestão corrente da USVC até ao congresso que elegerá a nova direção e que deveria ter ocorrido em junho de 2016”.

“Decidi bater com a porta pelos entraves que me têm sido colocados por alguns sindicatos. Fui sentindo muita resistência por parte de vários sindicatos que não fazem parte da casa sindical e que nunca participaram na vida da USVC. Apresentam os mais diversos entraves ao desenvolvimento da atividade da USVC”, justificou, escusando-se a especificar os sindicatos em causa.

A sindicalista explicou que “os estatutos da CGTP preveem que os sindicatos que tenham âmbito nacional e sejam filiados na central sindical são, automaticamente, filiados nas uniões de sindicatos, tendo uma palavra a dizer na eleição da direção daquelas estruturas”.

“Eu tenho uma opinião diferente. Entendo que, só os sindicatos que desenvolvem, efetivamente, a sua atividade na região, devem ter esse direito. Achei por bem retirar-me”, frisou.

Ludovina Sousa referiu ter “um sindicato para gerir, o STAL”, garantindo “não estar disponível para alimentar questiúnculas”.

“O STAL tem sede própria, é autónomo não precisa da USVC para nada, pelo contrário. Nós contribuímos, anualmente, com muito dinheiro para a USVC. Somos o maior sindicato do distrito de Viana do Castelo e do país”, sublinhou.

A responsável acrescentou que “a comissão executiva que se encontra em funções, composta por cinco elementos, vai trabalhar em conjunto, já que nenhum dos seus membros assumiu a figura de coordenação, por se tratar de uma situação transitória até à realização do congresso eleitoral, previsto para outubro”.

Foto:CSS da CGTP-IN – blogger

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