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Cortejo e espetáculo assinalam em Ponte da Barca 500 anos da viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães

Andrea Cruz

10 Setembro 2019, 10:16

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O concelho de Ponte da Barca vai comemorar, dias 20 e 21 de setembro, os 500 anos da viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães, navegador português cujas raízes são reclamadas pelo município.

As celebrações iniciam no sábado, dia 20 de setembro, às 21:00 com um cortejo pelas ruas da vila e um espetáculo comemorativo, na Praça Fernão de Magalhães.

No dia seguinte, a animação ficará a cargo da Banda da Armada, que atua na Praça da República a partir das 21:30.

Em 1519, Fernão de Magalhães, ao serviço da coroa espanhola, iniciou a viagem para oeste, provando a ligação entre os oceanos Atlântico e Pacífico.

Além de Ponte da Barca, também o município de Sabrosa, em Vila Real, reivindica para si o local de nascimento de Fernão de Magalhães, no século XV.

Amândio Barros, especialista em História Marítima, não deixa de concordar com a tese de que Sabrosa “manteve sempre viva a memória” de Fernão de Magalhães, quando outros “há 30, 40 anos” o consideravam “um traidor” por ter estado ao serviço de Espanha.

No entanto, o investigador da Universidade do Porto, com livros publicados sobre o tema, afasta liminarmente a possibilidade de Sabrosa ser a terra natal de Fernão de Magalhães – sustentada “numa história de vigarice, entre aspas, do século XIX” – e dá ênfase, ao invés, à possível origem em Ponte da Barca, devido a referências do próprio à “linhagem das Terras do Nóbrega” onde a autarquia minhota está localizada.

Esta hipótese, no entanto, está longe de ser nova, já que a ela se referiram, entre outros, historiadores como António Baião, falecido na década de 1960 e que durante 40 anos dirigiu o arquivo nacional da Torre do Tombo ou Veríssimo Serrão, autor de quase duas dezenas de volumes da História de Portugal.

Um escrito de Veríssimo Serrão aparece precisamente citado na página internet da autarquia minhota, onde, aludindo à naturalidade do navegador português, aponta a “província Entre Douro e Minho, crê-se com razões de acerto que em Ponte da Barca”.

Amândio Barros não descarta, no entanto, outras localizações como a cidade do Porto “uma hipótese muito forte” que é referida por João de Barros, escritor e cronista do século XVI mas também Vila Nova de Gaia “que tem alguma força” e é produto de investigações mais recentes, nomeadamente por ali estarem referenciados elementos da família Magalhães.

“O que não há a mínima dúvida é que era um homem do Norte”, assinala Amândio Barros.

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