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Covid-19: Reabertura de livrarias na segunda-feira permitirá repor 34% do mercado livreiro

Rádio Alto Minho

14 Março 2021, 15:50

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A reabertura de livrarias, a partir de segunda-feira, marca o início do desconfinamento do setor cultural, e poderá permitir a reposição de 34% do mercado livreiro, segundo números da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL).

De acordo com números avançados pela APEL, no final de fevereiro, o encerramento das livrarias representava uma perda de 34% das vendas.

A APEL reclamava então a abertura urgente das livrarias, apontando-as como “rampa de lançamento determinante para qualquer livro”, e como “motor e parceiro indispensável e insubstituível da edição, na divulgação dos livros, das suas novidades e do fundo de catálogo”.

Sem o dinamismo e iniciativa das livrarias, “a edição de novidades ou reedições” diminui “significativamente, pondo em causa, de uma forma profunda, a liberdade de expressão, pensamento e conhecimento”, com impacto negativo em toda a sociedade, escrevia a APEL no seu comunicado de 24 de fevereiro.

Na altura, a reabertura das livrarias foi igualmente defendida por grupos editoriais como a Porto Editora e 20|20, que pediam a declaração do livro como um bem essencial.

Para o Grupo 20|20, “a abertura parcial”, com a possibilidade em vigor de venda de livros em grandes superfícies, como hipermercados e lojas como a Fnac, estava “longe de resolver os problemas de um setor que se encontra numa grave crise há quase um ano”.

Números do mercado livreiro, avançados ao longo do ano passado, apontaram para perdas na casa dos 70%, em termos de receitas, durante o primeiro confinamento, mesmo com a possibilidade de venda ao postigo, em comparação com dados de 2019.

No final de 2020, agentes do setor estimavam uma queda global de 17% do mercado do livro não escolar.

Durante as últimas semanas, alguns livreiros contactados pela Lusa viram sempre como “absurda” e “incompreensível” a impossibilidade de abrir ao público, desde 15 de janeiro, imposta às livrarias independentes, que vendem unicamente livros.

O Plano de Desconfimamento do Governo, anunciado pelo primeiro-ministro, em conferência de imprensa, no Palácio da Ajuda, em Lisboa, “inicia-se a 15 de março e prolonga-se até 03 de maio”.

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