Congresso em Viana alerta para necessidade de apostar nos cuidados paliativos pediátricos no Alto Minho
21 Outubro 2016, 15:47
Alertar para a necessidade de fazer uma aposta forte na criação de respostas na área dos cuidados paliativos pediátricos no Alto Minho é o objetivo do congresso que decorrer até amanhã na Escola Superior de Saúde(ESS) de Viana do Castelo subordinado ao tema “Cuidados Paliativos Pediátricos do Alto Minho”, numa organização do Mestrado em Cuidados Paliativos da ESS do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC).
Em declarações à RAM, uma das responsáveis pela organização do congresso e docente do mestrado de Cuidados Paliativos da ESS, Manuela Cerqueira destacou a importância da reflexão em torno deste tema por considerar que os cuidados paliativos pediátricos são uma “necessidade” em Portugal, nomeadamente, no Alto Minho onde “há cada vez mais crianças a necessitar dele”.
“Temos uma percentagem muito elevada de crianças a morrer e daí a pertinência da reflexão sobre este tema. Temos que preparar profissionais com competências para intervir nesta área”, disse.
“O objetivo é sensibilizar quer a comunidade académica quer a comunidade em geral para esta questão”, sublinhou a professora Manuela Cerqueira, que adiantou que “em Portugal há apenas duas unidades de cuidados paliativos, o IPO do Porto e outra em Castelo”.
A subdiretora da ESS, Aurora Pereira, destacou o papel que o IPVC tem tido que vai já na sua quarta edição e, anteriormente, as quatro pós graduações em cuidados paliativos”.
Um dos oradores convidados foi o presidente da Câmara, José Maria Costa, que felicitou a ESS por debater um tema “tão importante” e disse esperar que “deste congresso surjam propostas concretas para melhorar os serviços de saúde e em especial os cuidados paliativos nas crianças”.
“Há um relatório nacional que diz, que de uma forma geral, há uma necessidade de cuidados paliativos no país. Temos a garantia de que no distrito vai ser aumentada esta resposta no que diz respeito à terceira idade mas na área infantil essa resposta ainda não existe”, sublinhou o autarca socialista.
Para José Maria Costa este tipo de reflexões ajudam a “identificar as necessidades” para que, em conjunto, as autarquias, o Ministério da Saúde e Segurança Social, possam encontrar soluções e respostas concretas”.
O presidente do IPVC, Rui Teixeira sublinhou que a discussão que termina este sábado é da maior importância face à evolução civilizacional que o mundo conhece hoje.
“A conquista dos cuidados paliativos é uma conquista brutal em termos civilizacionais. O que é que nós estamos a dizer com cuidados paliativos? Que temos direito a morrer e a não ter dor, que temos direito a que não nos apressem a morte e nos encurtem a vida, que quando um ente querido morre temos direito a ser apoiados.É tudo isto que se discute neste congresso”, frisou.
“Dinamizar um espaço de partilha, análise, reflexão e discussão sobre cuidados paliativos pediátricos” é, segundo a organização, um dos objetivos da iniciativa.
O congresso destina-se a estudantes, profissionais de saúde e/ou de outras áreas por se tratar “de uma área emergente, de um direito e de uma necessidade de dotar as regiões de respostas específicas desse âmbito”.





















