Deco alerta para “práticas comerciais enganosas e agressivas” de empresas que comercializam energia e gás
28 Dezembro 2016, 11:19
A delegação regional do Minho da Deco – Associação de Defesa do Consumidor alertou, hoje, em comunicado para o que classificou de práticas comerciais enganosas e agressivas por parte de funcionários de empresas comercializadoras de energia e gás.
A associação diz que, nos últimos dois meses, recebeu oito reclamações de consumidores sobretudo do concelho de Viana do Castelo alvo daquelas situações, adiantando que aquele número “não corresponderá à dimensão real do problema, uma vez que, muitas pessoas não apresentaram reclamação junto dos serviços da delegação regional”.
Segundo a Deco, “os comerciais apresentam-se em casa dos consumidores, não identificam a empresa que representam e solicitam a análise das faturas de eletricidade e gás, alegadamente com o propósito de verificar se os valores cobrados estão corretos. Noutras situações referem que os contadores serão obrigatoriamente substituídos por contadores inteligentes e que necessitam de uma autorização escrita por parte do consumidor para proceder à referida substituição.
Quer numa, quer noutra abordagem, acrescentou a associação, os consumidores são levados a assinar contratos com empresas comercializadoras de energia e gás diferentes da empresa que lhes presta os serviços, mas com o seu total desconhecimento, pois o consumidor não é informado de que se trata de um novo contrato, sendo convencido de que a assinatura é uma mera formalidade”.
A Deco alerta para a importância de ler atentamente todos os documentos antes de assinar e, se necessário, solicitar a ajuda de um familiar ou amigo na sua análise e compreensão.
Se foi alvo deste tipo de práticas, saiba que dispõe de um prazo de 14 dias a contar da data da assinatura do contrato para proceder à sua resolução, devendo para o efeito remeter carta com aviso de receção para a entidade em questão.
A associação de fesa do consumidor adiantou ter dado conhecimento destas reclamações à ERSE – Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos e garantiu que apoiará todos os consumidores lesados por estas práticas.





















