Deputada do CDS-PP quer que Governo proteja ninho de falcões no Prédio Coutinho
09 Fevereiro 2018, 11:00
A deputada do CDS-PP eleita pelo Alto Minho, Ilda Araújo Novo, questionou o Ministério do Ambiente sobre a existência de ninhos de falcões peregrinos e andarinhões no prédio Coutinho e quer saber o que é que o Ministério do Ambiente vai fazer para “proteger” aqueles exemplares de espécies protegidas.
Em comunicado, a deputada Ilda Araújo Novo adiantou ter enviado uma pergunta enviada ao ministro João Pedro Matos Fernandes no sentido de ser informada sobre as “medidas que estão a ser tomadas para proteger aqueles exemplares, de espécies em vias de extinção e, por isso mesmo, protegidas por convenções nacionais e internacionais” e, “tendo em conta o agendamento da demolição do prédio Coutinho”.
O edifício de 13 andares, que já chegou a ser habitado por 300 pessoas, está situado em pleno centro histórico da cidade e tem demolição prevista desde 2000, ao abrigo do programa Polis, para ali ser construído o novo mercado municipal.
O presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, já disse que a demolição do edifício avança no primeiro trimestre de 2018.
Fonte da VianaPolis disse que as últimas 14 pessoas que vivem no prédio Coutinho, em Viana do Castelo terão de abandonar em março os oito apartamentos que ocupam, adiantando que o “processo de notificação dos moradores do Edifício Jardim, decorre dentro do prazo legal de 90 dias úteis”.
Ilda Araújo Novo explicou ter tido conhecimento da situação através de notícias, entretanto, divulgadas e lembra que “Portugal é um dos países europeus com maior biodiversidade, com inúmeros ‘habitats’, possuidor de um vasto e riquíssimo património natural, que importa preservar”.
“A legislação em vigor visa, essencialmente, contribuir para a salvaguarda e preservação daquela biodiversidade, sendo certo que as questões ambientais ganharam, felizmente, um protagonismo, interesse e relevância nos últimos anos quer a nível internacional, quer no nosso país”.
A deputada acrescenta que “Portugal assinou e ratificou diversas convenções internacionais, bem como transpôs para o nosso ordenamento jurídico muitas diretivas comunitárias nesta área, e que tiveram uma influência muito positiva nas políticas ambientais portuguesas”.
“Assim, para prossecução daqueles objetivos, o país possui entidades com competências nessa matéria, que devem ser chamadas a pronunciar-se e, se for o caso, atuar”, frisa.





















