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Desportivo de Monção mete FPF em tribunal por causa de valor de inscrição de jogadores espanhóis

Rádio Alto Minho

06 Setembro 2018, 10:13

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O Desportivo de Monção interpôs, no dia 27 de agosto, junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, uma providência cautelar contra a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) por considerar “absurdo” o valor cobrado ao clube, amador, pela inscrição de jogadores da Galiza no campeonato distrital em que milita.

“Sentimos uma revolta muito grande. Querem acabar com o futebol amador. Exigir a um clube amador que pague 1.065 euros pela inscrição de um jogador é não ter a noção da realidade. É muito dinheiro”,explicou o presidente do Desportivo de Monção, Avelino Afonso.

O clube, que em março de 2019 completa 86 anos de existência, milita no campeonato distrital da I divisão da Associação de Futebol de Viana do Castelo. O plantel para a época 108/2019 integra três jogadores de Salvaterra do Miño, na Galiza, sendo que um transita da temporada passada.

Avelino Afonso destacou que para os clubes dos concelhos raianos do distrito de Viana do Castelo “é muito mais fácil conseguir jogadores da vizinha Galiza do que de outros municípios do Alto Minho ou até do distrito vizinho de Braga”.

“Os atletas galegos só têm de atravessar a ponte que liga Monção a Salvaterra para vierem jogar. São pouco mais de 500 metros que nos separam. Os clubes que têm receitas astronómicas podem pagar estes valores exorbitantes, mas clubes amadores não conseguem. Acho uma injustiça”, reforçou.

Referiu que a FPF justifica aquele montante com a “necessidade de salvaguardar os jogadores nacionais”.

“Acho ridícula essa desculpa até porque os jogadores portugueses que vão jogar para Espanha, quando regressam, se quiserem competir nos campeonatos nacionais, também têm de pagar 1.065 euros para jogar no seu próprio país. Isto é um ‘el dourado’ para a FPF. É fazer as contas ao dinheiro que entra nos cofres da federação, se contabilizarmos o intercâmbio de jogadores em toda a raia entre Portugal e Espanha, desde Melgaço a Vila Real de Santo António”, adiantou.

O responsável garantiu que vai lutar “até às últimas consequências” contra o que classificou de “enorme injustiça”.

A RAM contactou a FPF mas sem sucesso.

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