Distrital do PSD de Viana diz que está encerrado o caso das duas listas à Assembleia Municipal
13 Setembro 2017, 22:20
O presidente da distrital do PSD de Viana do Castelo, Carlos Morais Vieira, disse esta terça-feira que o caso das duas listas do PSD apresentadas à Assembleia Municipal está “encerrado”, sublinhando que a “verdade é só uma e venceu”.
“A verdade é só uma e venceu. Venceu em todos os tribunais e cumpriu os estatutos do PSD e do acórdão do Conselho de Jurisdição Nacional”, referiu.
O PSD de Viana do Castelo apresentou duas listas de candidatos à Assembleia Municipal daquele concelho para as eleições autárquicas.
Uma das listas, apresentada pelo candidato do partido à Câmara de Viana do Castelo, homologada pelos órgãos nacionais e aprovada pela comissão política distrital, é encabeçada por Eduardo Viana, ex-secretário de Estado da Inovação, Investimento e Competitividade do anterior governo PSD/CDS-PP e atual deputado municipal.
A outra é liderada pelo presidente da comissão política concelhia e atual vereador na Câmara de Viana do Castelo e ex-deputado na Assembleia da República, Eduardo Teixeira.
O Tribunal de Viana do Castelo rejeitou a lista à Assembleia Municipal apresentada e liderada pelo presidente da concelhia do PSD, Eduardo Teixeira, por “irregularidade insuprível”. Também o Tribunal Constitucional “negou provimento” ao recurso.
Com aquela decisão ficou validada a lista à Assembleia Municipal encabeçada por Eduardo Viana.
Carlos Morais Vieira salientou que a “verdade venceu com paciência, dignidade, ética, equilíbrio, bom senso e respeito pelas decisões legítimas dos órgãos do partido, tanto em termos nacionais como distritais”.
“Lamentamos a hipocrisia e a leviandade da forma como o presidente da concelhia e de toda a Comissão Política de Secção geriu este processo”, sustentou.
O social-democrata anunciou que o Tribunal Constitucional negou provimento ao recurso interposto pela candidatura à Assembleia Municipal apresentada pelo vice-presidente da concelhia por não cumprir o que estava “determinado”.
Além disso, Carlos Morais Vieira frisou que não cumpria o acórdão do conselho de jurisdição nacional, nem os estatutos do partido, dando esta questão por encerrada.
Contudo, o presidente da distrital revelou que irá discutir internamente os meios legais e estatutários a conduta deste grupo de militantes.
“Quem tem de se rever pelos comportamentos ilegais, abusivos e sem ética é a comissão política de secção – e o seu presidente – por provocar dano irreparável na boa imagem e no bom funcionamento (que qualquer partido tem nos seus procedimentos normais e habituais), interpretando a seu belo prazer (e consoante o jeito e conveniência): estatutos, decisões, posturas e a vontade do partido”, disse na nota.
O social-democrata acrescentou que na “política não vale tudo” e que a Distrital do PSD tem sido “achincalhada e menorizada” pela Concelhia e pelo seu presidente, pondo em causa a “honorabilidade e credibilidade dos órgãos nacionais, do secretário-geral do PSD e dos órgãos distritais”.
“Convém lembrar que o candidato à Câmara Municipal de Viana do Castelo foi escolhido pela Comissão Política Distrital e sufragado por unanimidade e aclamação na Comissão Política Distrital e homologado, de pronto, pela Comissão Política Nacional”, lembrou.





















