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Dois anos de investigação sobre o cavalo garrano apresentados em Lanheses

Andrea Cruz

07 Novembro 2018, 15:52

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Os resultados de dois anos de uma investigação sobre o cavalo garrano vão ser apresentados, no dia 16, na escola Básica e Secundária de Lanheses, durante a segunda edição do seminário realizado no âmbito do projeto “Percursos do Homem e do Garrano”.

Lançado pela Câmara de Viana do Castelo aquele projeto é dedicado à valorização dos recursos endógenos do município, nomeadamente ao garrano e aos espaços naturais onde a raça habita.

O seminário, com início marcado para as 09:00, na Escola Básica e Secundária de Lanheses, contará com a presença de várias entidades e diversos investigadores nacionais e internacionais.

Já no dia 17, a partir das 15:30, no Paço de Lanheses vai decorrer o II Festival do Garrano com demonstração das qualidades do garrano e as diversas formas de equitação que proporciona.

O projeto “Percursos do Homem e do Garrano”, financiado pelo Norte 2020 – Património Natural, foi promovido pelo município de Viana do Castelo ao longo dos últimos dois anos, através da implementação de diversas ações e iniciativas, com o objetivo de valorizar esta raça autóctone e aumentar a visitação turística das áreas classificadas da Rede Natura 2000, através da expansão e diversificação de modalidades da rede de percursos de natureza.

Foram criados três percursos equestres e um novo trilho pedestre, com interpretação conjugada do património natural e histórico-cultural, valorizando o caráter único do seu mosaico paisagístico. Estes percursos representaram ainda novas oportunidades para as empresas de Turismo de natureza, Turismo em espaço rural e Touring cultural e paisagístico.

Aqueles percursos permitem o reconhecimento do garrano como raça autóctone e as serras de Arga e de Santa Luzia como espaço privilegiado para a sua observação.

Além destas iniciativas, a Câmara de Viana do Castelo é ainda parceira num projeto de cooperação científica que envolve as universidades de Coimbra, Quioto, Oxford e Sorbonne-Nouvelle.

A Serra d’Arga, em Portugal, e o Parque Nacional da Gorongosa, em Moçambique, estão no centro do protocolo estabelecido em dezembro de 2017.

Na altura, na apresentação do projeto, num dos edifícios da UNESCO, em Paris, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, defendeu que quer fazer da sua cidade “um território de ciência”.

“Vamos apoiar este centro do conhecimento do cavalo do ponto de vista logístico e do ponto de vista do enquadramento da própria comunidade escolar, criando as condições logísticas para que este projeto se possa desenvolver, sendo Viana quase como um laboratório vivo deste projeto”, disse o autarca.

José Maria Costa acrescentou que o centro de observação vai ficar na freguesia de Montaria, no concelho de Viana do Castelo, e que o projeto vai permitir desenvolver “uma fileira de turismo científico” e promover a ciência junto das comunidades escolares locais.

Para a autarquia da capital do Alto Minho, “a projeção da importância do garrano nas suas múltiplas dimensões necessita de estudos científicos profundos e contínuos, de um debate alargado, da criação de redes de cooperação interinstitucionais e da aposta em ações de divulgação, sensibilização e demonstração que promovam as qualidades e apetências da raça”.

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