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Donativos da Renúncia da Quaresma de Viana aplicados na recuperação da cela do beato Bartolomeu dos Mártires

Rádio Alto Minho

15 Março 2016, 12:23

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Parte dos donativos provenientes da Renúncia da Quaresma, realizada em todas as paróquias da Diocese de Viana do Castelo, vai, este ano e por decisão do bispo Anacleto Oliveira, ser aplicada no restauro da cela do beato Bartolomeu dos Mártires que deverá ser declarado santo ainda este ano.

Em causa está uma prática realizada durante os 40 dias da Quaresma em que os fiéis abdicam da compra de bens reservando o dinheiro para projetos definidos pelo bispo da respetiva diocese.

Este ano, e de acordo com a mensagem do bispo de Viana do Castelo para a vivência da Quaresma de 2016, publicada no sítio de Internet daquela Diocese, Anacleto Oliveira anunicou que parte daqueles donativos destinam-se ao projeto de recuperação da cela, situada no convento de São Domingos, onde o beato Bartolomeu dos Mártires viveu os últimos oito anos da sua vida.

Em fevereiro passado, o papa Francisco autorizou a canonização sem a atribuição de um milagre ao futuro santo.

Na mensagem dirigida, o mês passado aos fiéis da diocese, Anacleto Oliveira explicou que a “cela foi entretanto adaptada a local de oração, para assim ajudar a refletir, diante de Deus, sobre as maravilhas que operou por meio dele e o tornaram modelo de fé e prática cristã, designadamente na vivência da misericórdia”.

 

“A isto acresce o facto de, neste ano pastoral, comemorarmos os 425 anos da sua morte, na expetativa da sua canonização para muto breve”, lê-se na mensagem de Anacleto Oliveira para justificar a decisão, após consulta ao Conselho Presbiteral, de destinar parte da Renúncia Quaresmal àquele projeto.

O beato morreu em Viana do Castelo a 16 de julho de 1590. Ficou conhecido por ter mandado construir o Convento de Santa Cruz – depois designado de São Domingos, tal como a igreja contígua – mas sobretudo pela sua dedicação aos pobres. Renunciou como arcebispo em 23 de fevereiro de 1582 e recolheu-se no convento que mandou construir em Viana do Castelo, onde morreu a 16 de julho de 1590.

Foi sempre apelidado pelo povo como o “arcebispo santo, pai dos pobres e dos enfermos” e insistiu, em vida, na deposição dos seus restos mortais naquele convento, numa altura em que a diocese local ainda não existia, sendo liderada por Braga

Além da recuperação da cela do futuro Santo, os donativos recolhidos durante a Quaresma vão ainda ser aplicados “na construção de um edifício, na Republica Democrática do Congo, para acolhimento e formação de candidatos ao sacerdócio”.

“É uma comunidade que já existe mas em condições habitacionais muito precárias”, sustentou o sacerdote.

FOTO:www.agencia.ecclesia.pt

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