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Eixo Atlântico quer Governo a impulsionar candidatura do Caminho Português de Santiago a Património da Humanidade

Andrea Cruz

08 Fevereiro 2019, 16:07

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O Eixo Atlântico pediu hoje ao primeiro-ministro e à ministra Cultura para impulsionarem o processo de candidatura do Caminho Português de Santiago como Património da Humanidade. O pedido da associação que agrega 38 municípios portugueses e galego surge na sequência da aprovação, esta quinta-feira, em Conselho de Ministros de um decreto-lei que visa a criação de uma comissão de coordenação dos Caminhos de Santiago em Portugal e que estabelece ainda os critérios aplicáveis à certificação destes percursos.

“O Eixo Atlântico demonstra a sua satisfação pela decisão do Governo de Portugal de aprovar o decreto-lei que regula a valorização e promoção do Caminho de Santiago, através da certificação dos seus itinerários e da criação de um órgão de coordenação nacional”, lê-se no comunicado hoje enviado à imprensa pelo eixo Atlântico.

De acordo com aquela entidade, a criação desta comissão vem de encontro ao que tem vindo a propor o Eixo Atlântico, que defende que este órgão é fundamental para a valorização e recuperação do Caminho Português de Santiago, mas defende que é ainda necessário investir na recuperação efetiva destes percursos, por forma a que possa ser alcançada a sua equiparação ao Caminho Francês em 2021, o próximo Ano Santo.

Todas estas medidas, acrescenta o Eixo Atlântico, estão contempladas no documento elaborado pelo Eixo Atlântico denominado “Caminho de Santiago: Estudos dos traçados no Norte de Portugal”, documento que já foi entregue ao Governo.

O estudo contém o inventário de todas as ações a realizar nas três rotas do Caminho português – Costa, Central e Interior – para a sua adequação, assim como para a avaliação do custo das mesmas que podem ser financiadas pelos Fundos Estruturais no novo quadro Comunitário Europeu.

No documento propõe-se a homogeneização da sinalética associada aos Caminhos de Santiago na região Norte de Portugal, guiando-se pelas normas em vigor para a região da Galiza (Espanha).

Associado ao processo de substituição das marcas atualmente existentes deve estar o desenvolvimento de um manual de identidade que estipule as regras de utilização, localização e colocação das novas marcas a distribuir a todas as entidades que venham a ser responsabilizadas pela sinalização dos Caminhos de Santiago na região (associações, juntas de freguesia, municípios ou outras).

Para além disso, a auditoria realizada detetou a necessidade de efetuar obras de requalificação e a adaptação para pessoas com mobilidade reduzida em vários albergues, bem como a necessidade de criação de novos albergues para peregrinos, nomeadamente na freguesia de Macieira de Rates, no município de Barcelos, e Rubiães, em Paredes de Coura.

Atualmente, os Caminhos de Santiago, que constituem um percurso religioso até Santiago de Compostela, na Galiza, estão classificados como Património da Humanidade pela UNESCO em Espanha e França, detendo em Portugal apenas o estatuto de Itinerário Cultural Europeu.

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