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Eixo Atlântico solicita envolvimento das autoridades locais no Planos de Recuperação e Resiliência de Portugal e Espanha

Rádio Alto Minho

06 Julho 2021, 10:12

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No final de uma reunião da Comissão Executiva do Eixo Atlântico em Viana do Castelo, o presidente deste eixo Ricardo Rio, referiu a “indefinição” das condições de implementação dos Planos de Recuperação e Resiliência de Portugal e Espanha, mencionando o necessário “envolvimento ativo” das autoridades locais, regionais e dos territórios na sua concretização, que, no âmbito da euro-região Norte de Portugal-Galiza, deve acontecer em conjunto e com base nos projetos já delimitados.

Ricardo Rio, também presidente da Câmara de Braga, mostrou preocupação pela “desarticulação” entre a realidade dos PRR português e espanhol, pois, segundo ele os agentes locais não querem ser o “SOS” para acudir aos atrasos e deficiências dos PRR, mas sim “uma parte ativa” desde o início do processo.

“Há quase que dois planos a velocidades e com prioridades diferentes, e isso tem de ser corrigido. Esperamos que ao longo dos próximos meses seja possível responsabilizar também os territórios e as suas autoridades locais e regionais na concretização dos planos, e olear também as prioridades distintas que aparentemente existem entre o plano português e o plano espanhol”, afirmou.

O autarca mostrou que o Eixo “vai fazer o seu trabalho” com vista ao envolvimento direto da administração local e regional na definição dos PRR.

“Sobre a linha de meta, por força na nossa capacidade de concretização, seremos seguramente chamados a vir em socorro dos atrasos e das deficiências que se registarem até aí. Nós não queremos ser esse SOS, queremos ser desde o início uma parte ativa na concretização destes projetos, na formatação de cada uma das ações”, realçou.

Como linhas de trabalho prioritárias para o Eixo Atlântico, Ricardo Rio apontou, desde logo, a produção de conhecimento, aproveitando as instituições de ensino superior instaladas na euro região Galiza-Norte de Portugal, referindo que “têm sido cruciais no crescimento dos territórios, é importante continuar a alimentar a produção de conhecimento”, defendeu.

Outras prioridades serão a demografia, que definiu “um dos grandes desafios” para o futuro da eurorregião, e a capacitação dos serviços de administração pública, traduzida na modernização e inovação tecnológica, para “dar boas respostas” aos cidadãos.

Na reunião foram ainda formadas comissões que vão trabalhar em áreas setoriais, como sustentabilidade, políticas urbanas, desenvolvimento económico ou inovação social, entre outras. Essas comissões, dotadas de técnicos especializados em cada uma das matérias, vão ser responsáveis pela “construção” de propostas que o Eixo cuidará de implementar.

Lara Méndez, vice-presidente do Eixo e alcaldesa do Concello Lugo, disse que a actual presidência do Eixo Atlântico fica marcada pela pandemia de Covid-19 e pelo combate aos efeitos nefastos causados, mas sublinha, que “dentro do Eixo, foram os municípios que foram os grandes agentes de apoio à população na concepção de respostas imeditas e soluções para os problemas que foram surgindo com a pandemia de Covid-19”.

O Eixo Atlântico é uma associação que reúne 39 municípios do Norte de Portugal e da Galiza.

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