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Embarcações de pesca costeira bloquearam navio que instala cabo submarino ao largo de Viana

Pedro Xavier

06 Setembro 2019, 15:31

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Embarcações de pesca costeira bloquearam hoje o navio que está a instalar o cabo submarino que ligará o parque eólico flutuante à rede instalada em Viana do Castelo, exigindo compensação pelos prejuízos causados pela interdição da pesca na envolvente.

O porta-voz dos armadores da pesca costeira, João Pacheco, disse que os armadores estão a sentir-se “traídos” por terem sido excluídos da indemnização paga aos pescadores locais, no que se refere aos prejuízos causados pela instalação do cabo.

Contactado pela Lusa, o comandante Fernando Pereira da Fonseca, porta-voz e relações públicas da Marinha e da Autoridade Marítima Nacional, confirmou a presença no local de várias embarcações de pesca, referindo, contudo, que “os trabalhos decorrem” e que os pescadores têm acatado as instruções da Polícia Marítima.

“A situação está tranquila”, afirmou.

Em causa está o Windfloat Atlantic(WFA), um projeto de uma central eólica ‘offshore’ (no mar), em Viana do Castelo, orçado em 125 milhões de euros, coordenado pela EDP, através da EDP Renováveis, e que integra o parceiro tecnológico Principle Power, a Repsol, a capital de risco Portugal Ventures e a metalúrgica A. Silva Matos.

Os armadores de pesca costeira e pesca local foram indemnizados pelos prejuízos causados pela instalação do parque eólico, mas apenas a pesca local recebeu a garantia de que seria indemnizada pela instalação do cabo submarino que vai ligar o parque eólico flutuante à rede, instalada no território daquele concelho do Alto Minho.

“A pesca costeira está a sentir-se traída, porque fez um acordo em junho, no gabinete da ministra Ana Paula Vitorino, de ser compensada pela EDP em um milhão de euros pela instalação do parque, mas não recebeu garantias de compensação em relação à zona da instalação do cabo, que ocupa uma área maior do que a do parque”, afirmou João Pacheco.

Aquelas embarcações reclamam a atribuição de uma compensação pelos prejuízos causados pela interdição da pesca na envolvente (0,5 quilómetros de cada lado) do cabo submarino, com cerca de 17 quilómetros de extensão.

“Ofereceram-lhe [à pesca local] meio milhão de euros, por isso, a pesca costeira sente-se indignada e traída, razão pela qual fez o bloqueio ao barco que está a colocar o cabo. Exigimos ser indemnizados, porque o nosso prejuízo é maior”, sublinhou.

Para as embarcações de pesca costeira, a Windplus, titular da Utilização do Espaço Marítimo Nacional, negociou uma compensação aos 16 armadores potencialmente afetados pela instalação do parque.

A 19 de agosto, o presidente da Câmara de Viana do Castelo informou ter sido também decidida uma compensação financeira de meio milhão de euros às 28 embarcações de pesca local diretamente afetadas pela instalação do parque eólico ao largo do concelho.

O socialista José Maria Costa explicou, na ocasião, que dos 500 mil euros, 400 vão ser suportados pela Rede Elétrica Nacional (REN) e os restantes 100 mil euros pela EDP renováveis.

As três turbinas que compõem o parque eólico serão montadas em plataformas flutuantes ancoradas no leito do mar e terão no seu conjunto uma capacidade instalada de 25 MW (megawatts), o equivalente à energia consumida por 60.000 habitações por ano.

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