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Empresários de Viana com dificuldade no reabastecimento de combustível admitem rutura de ‘stock’

Andrea Cruz

17 Abril 2019, 12:42

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Os empresários do setor de revenda de combustíveis, com postos de abastecimento no concelho de Viana do Castelo admitem rutura de 'stock' e estão "preocupados" com a indefinição quanto ao reabastecimento das bombas devido à greve dos motoristas de matérias perigosas.

António Amaral tem quatro postos de abastecimento de combustível no Alto Minho, dois deles no concelho de Viana do Castelo.

“Na bomba de Areosa, nesta altura, só temos gasóleo simples e na das Neves temos todos os produtos ainda, mas há filas na ordem dos 400 metros. É muita procura. Estou preocupado com esta situação, porque é o nosso ganha pão, a nossa vida e não sabemos como vamos satisfazer os nossos clientes”, afirmou o empresário.

António Amaral não soube adiantar quando será reabastecido. “Tenho estado em contacto, no meu caso, com a Petrogal. Estão a fazer um esforço, mas não têm possibilidades, porque os piquetes de greve, mesmo com os trabalhadores que querem sair, os piquetes não deixam”.

Carvalho Martins, que detém dois postos de abastecimento de combustível em Viana do Castelo e outro em Ponte de Lima, adiantou que “a continuar o ritmo da procura vai ser insustentável manter o ‘stock'”.

“As pessoas metiam 10 euros de combustível e agora passaram a meter 70 ou mais, por isso não posso dizer que não haverá rutura”, referiu, reforçando que, esta manhã, a bomba de Ponte de Lima ficou sem combustível.

“Nesta altura (11:20) acabou de chegar um camião, acompanhado pela GNR para reabastecer este posto”, explicou.

Também Carlos Morais Vieira, com sete postos de abastecimento de combustível, dois no concelho, três no Alto Minho e quatro no distrito do Porto, disse que a situação é “muito má”.

“Para já ainda vamos tendo combustível, mas está a esgotar e não sei se há hipótese de reabastecimento. A situação que conhecemos é aquela que foi anunciada. Ou seja, no resto do país, excluindo Lisboa e Porto, os postos não são reabastecidos. Acabando o combustível, acabou até domingo”, referiu.

Carlos Morais Vieira defendeu que “a requisição de serviços mínimos decretada pelo Governo deveria ser para todo o país e não só para Lisboa e Porto”.

“Não há portugueses de primeira, nem portugueses de segunda, nem de terceira”, referiu.

Foto de capa: Serraf Auto Pecas

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