Entre-os-Rios: 20 anos depois a memória que não se apaga
04 Março 2021, 14:25
A ponte de Entre-os-Rios, em Castelo de Paiva, caiu há 20 anos. 4 de março de 2001 ficaria para a história como uma das maiores tragédias rodoviárias de que há memória em Portugal.
Não houve sobreviventes. 59 pessoas caíram da Ponte Hintze Ribeiro, partilhada pelos concelhos de Penafiel e Castelo de Paiva, sobre o vazio das águas turvas do Rio Douro.
As buscas estenderam-se ao longo de várias semanas, porém 36 corpos nunca foram encontrados.
À época, Jorge Coelho, Ministro do Equipamento, demitiu-se no decorrer da madrugada da tragédia, afirmando que a “culpa não pode morrer solteira”.
No plano judicial, não houve condenados, mas a cobertura mediática sem precedentes levou o Governo a lançar um plano de indemnizações e um programa de obras de emergência em Castelo de Paiva.
A memória dos que partiram ficou imortalizada na estátua “Anjo de Portugal”, inaugurada em 2003, na qual estão inscritos os nomes das 59 pessoas que morreram no colapso da ponte.
20 anos depois o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, evoca numa nota publicada no portal da Presidência “um momento difícil que marcou a história recente de Portugal, respeitando a memória dos que partiram, mas também a coragem dos que ficaram”.




















