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Eurodeputado João Pimenta Lopes quer explicações sobre impacto na pesca de parque eólico ao largo de Viana

Andrea Cruz

09 Novembro 2018, 19:04

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O eurodeputado do PCP João Pimenta Lopes reuniu hoje com a Vianapesca cooperativa de produtores de peixe de Viana do Castelo, e no final disse ter deixado o compromisso de questionar o Parlamento Europeu sobre o impacto da instalação de um parque eólico flutuante ao largo do concelho na atividade piscatória.

Em causa está um projeto de aproveitamento da energia das ondas orçado em 125 milhões de euros, coordenado pela EDP, através da EDP Renováveis, e que integra o parceiro tecnológico Principle Power, a Repsol, a capital de risco Portugal Ventures e a metalúrgica A. Silva Matos.

“Neste momento temos alguns elementos, vamos apurar outros e sendo oportuno trataremos de colocar esta questão no plano da nossa intervenção no Parlamento Europeu com uma questão à Comissão Europeia. O objetivo é perceber que fundos estão a ser canalizados para este projeto, como está a ser feita a sua aplicação uma vez que o financiamento de um determinado projeto pode conflituar, diretamente, com um setor fundamental para o nosso país como é o setor das pescas”, sustentou o eurodeputado no final de uma reunião na Vianapesca, cooperativa de produtores de peixe de Viana do Castelo.

João Pimenta Lopes afirmou que a área de implantação do parque WindFloat Atlantic é de “grande extensão, apanhando todo o concelho de Viana do Castelo e de Caminha, até à fronteira”.

“A informação, tal como nos foi avançada, evidencia um conflito direto entre os interesses dos pescadores e os interesses das empresas de produção de energia. É uma grande área, com uma dimensão de 10 por 20 quilómetros que coincide precisamente com a área de exploração piscatória atual e que não teve em conta as preocupações que os pescadores e as suas organizações expressaram quer ao Governo português, quer à própria Comissão Europeia”, sustentou.

Para o eurodeputado comunista “não estará a ser tido em conta um conjunto de preocupações levantadas quer pela Vianapesca, quer por outras organizações de pescadores não só de Viana do Castelo como de concelhos limítrofes”.

“O compromisso que aqui assumi foi o de levar esta questão aos espaços institucionais que ocupamos, desde logo à Assembleia da República, mas ver também como será possível colocar esta questão, à Comissão Europeia, por meio da nossa intervenção no Parlamento Europeu”, referiu.

Nesse sentido adiantou que o partido “irá procurar mais informação” sobe o projeto para sustentar a sua intervenção política.

“É uma situação de conflito e, é preciso perceber das razões deste conflito, e perceber em que condições é possível compatibilizar a exploração das energias renováveis sem por em causa a exploração piscatória e as comunidades piscatórias que dependem desta zona em particular”, destacou.

As limitações á pesca da sardinha foi outra das questões abordadas com os pescadores de Vianas do Castelo, cidade onde ainda visitou a Polis Litoral Norte para “conhecer o trabalho que a sociedade vem desenvolvendo desde a sua fundação, em 2009”.

Antes, João Pimenta Lopes esteve em Ponte de Lima, a convite da escola secundária daquela vila do Alto Minho para participar num debate, com a presença de 60 alunos, sobre migrações e democracia, tendo ainda mantido contactos com Molima- Movimento para a Defesa do Rio Lima.

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