Ex-trabalhadores de estaleiros de Viana promovem concentração para denunciar “futuro dramático”
06 Outubro 2016, 15:24
Um grupo de ex-trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) vai promover uma concentração, no dia 14, junto ao Centro Distrital da Segurança Social para alertar para um “futuro dramático”, a partir de 2017.
A informação foi avançada à RAM pelo porta-voz da comissão representativa dos ex-trabalhadores dos ENVC criada no início de setembro para discutir o seu futuro com forças políticas e agentes do poder .
António Ribeiro explicou estar em causa a situação dos ex- trabalhadores daquela empresa pública, atualmente, inativos e que deixam de receber subsídio de desemprego em 2017.
Segundo António Ribeiro, “os ex-trabalhadores que estão desempregados e que, em 2017, estejam em condições de avançar para a reforma vão sofrer demasiadas penalizações, como o fator de sustentabilidade de 13,34% e mais 12,75% por assinarem o acordo mútuo”.
Os mais jovens “vão estar numa situação mais dramática e complexa porque vão ficar completamente sem nada”.
Em 2014, quando os estaleiros foram subconcessionados à Martifer tinham 609 trabalhadores. O plano de rescisões amigáveis a que os trabalhadores foram convidados a aderir custou ao Estado 30,1 milhões de euros.
A concentração, prevista para o próximo dia 14, a partir das 10:00. junto ao Centro Distrital da Segurança Social de Viana do Castelo, pretende ser “mais um alerta para a situação dramática com que se confrontam os ex-trabalhadores dos estaleiros”.
António Ribeiro sublinhou tratar-se de “uma iniciativa pacífica com o objetivo de entregar um documento para sensibilizar o diretor local d Segurança Social para o problema dos ex-trabalhadores dos ENVC”.
A comissão representativa dos ex-trabalhadores dos ENVC já se reuniu com o PCP, com o Bloco de Esquerda e com o Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV).
António Ribeiro afirmou continuar a aguardar por resposta “aos pedidos de reunião enviados a todos os partidos com representação parlamentar, ao ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e à Comissão Parlamentar do Trabalho e da Segurança Social”.
Adiantou que esta semana foi enviado um pedido de reunião ao presidente da Câmara de Viana do Castelo.





















