Ex- trabalhadores dos ENVC pedem a ministra do Mar para “transportar mensagem” de preocupação ao Governo
24 Janeiro 2017, 16:44
Um grupo de cerca de 30 ex-trabalhadores dos estaleiros de Viana do Castelo que, este ano, deixam de ter subsídio de desemprego abordaram hoje o ministra do Mar apelando-lhe que interceda junto do governo face ao seu “futuro dramático”.
Aquele grupo de antigos funcionários dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) concentrou-se, hoje, junto à biblioteca municipal daquela cidade, onde Ana Paula Vitorino presidiu à apresentação da estratégia para o aumento da competitividade portuária do porto de mar local.
A governante dirigiu-se ao grupo de empunhava uma faixa onde se lia “Ex-trabalhadores dos ENVC” e falou com o porta-voz, António Ribeiro, que fez “uma chamada de atenção” à ministra a quem entregou um documento com um resumo da situação que estão a atravessar.
Ana Paula Vitorino recebeu a exposição e disse ter conhecimento que “o Ministério do Trabalho e Segurança Social está a acompanhar a situação”.
“Estou aqui a tentar fazer o que me compete que é melhorar a competitividade do porto de mar e de todas as indústrias que estão aqui à volta, que é como quem diz, resolver o problema do desemprego”, referiu.
Em causa estão “cerca de 50 ex-trabalhadores que este ano, entre março e maio, ainda não reúnem condições para pedir a pré-reforma e que vão ficar sem subsídio de desemprego”. Outros “300 ex-trabalhadores poderão passar à reforma mas com penalizações”.
Em declarações aos jornalistas, António Ribeiro reconheceu que o Ministério tutelado por Ana Paula Vitorino “não está diretamente ligado” com aquele assunto mas disse tratar-se “de um elemento do governo” a quem pediram para “transportar a mensagem” para ver se o mais rápido possível dar solução para minimizar as suas preocupações.
Lembrou que em dezembro passado, um grupo de ex-trabalhadores reuniu-se com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, mas “até à data sem respostas”, sublinhando que “a partir deste mês, os primeiros trabalhadores vão ficar sem subsídio de desemprego”.
O responsável defendeu um regime de exceção para os ex-trabalhadores deixam de ter subsídio de desemprego.
“Assim como em 2013 o Governo arranjou um regime de exceção para se ver livre de nós, para destruir a nossa empresa e a entregar de mão beijada aos privados, hoje em dia pode ter uma abertura para arranjar um regime de exceção para atender às nossas preocupações”, referiu.























